domingo, 30 de julho de 2023

Ex-oficial da Inteligência dos EUA sugere que o governo tem 'naves espaciais de origem não humana'


Captura de tela do vídeo de um OVNI feito por pilotos da Marinha dos EUA e fornecido pelo Departamento de Defesa em 26 de abril de 2020 - Sputnik Brasil, 1920, 07.06.2023
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Um veterano da Força Aérea e ex-oficial de Inteligência, David Grusch, afirmou que o governo dos EUA tem estado coletando espaçonaves extraterrestres intactas por décadas como parte de um programa de recuperação de OVNIs que Washington está tentando manter em segredo.
Os EUA foram instados a divulgar evidências de OVNIs depois que um informante e antigo membro da Inteligência relatou que o governo norte-americano tem em sua posse naves alienígenas "intactas e parcialmente intactas", disse ele.
Grusch, que trabalhou em análise de fenômenos anômalos inexplicáveis (UAP, na sigla em inglês) em uma agência do Departamento de Defesa dos EUA, alega que os EUA têm naves de origem não humana.
As informações sobre esses "veículos" estão sendo ilegalmente mantidas em sigilo sem conhecimento do Congresso, disse o ex-oficial ao portal Debrief.
Objeto voador não identificado (OVNI) (imagem ilustrativa) - Sputnik Brasil, 1920, 12.01.2023
Ciência e sociedade
Pentágono catalogou mais de 500 relatos de encontros com OVNIs
Jonathan Grey, um atual oficial de Inteligência dos EUA no Centro Nacional de Inteligência Aérea e Espacial (Nasic), confirmou ao portal a existência de "materiais exóticos", acrescentando: "Não estamos sozinhos".
"Não estamos falando de origens ou identidades triviais. O material inclui veículos intactos e parcialmente intactos," disse Grusch.
No artigo ao Debrief, Grusch não diz que viu pessoalmente naves alienígenas, nem conta onde elas possam estar guardadas.
 
Fonte:  https://sputniknewsbr.com.br/20230607/ex-oficial-da-inteligencia-dos-eua-sugere-que-o-governo-tem-naves-espaciais-de-origem-nao-humana-29131240.html

EUA propõem conceder imunidade a funcionários que vazem informações sobre OVNIs


OVNI (imagem ilustrativa) - Sputnik Brasil, 1920, 09.07.2022

O Congresso dos EUA poderia conceder imunidade aos funcionários do governo que vazem informações sobre alguns "objetos voadores não identificados", comumente conhecidos como OVNIs, visando criar um processo formal para tais divulgações.
Introduzida no início deste mês pelo representante republicano Mike Gallagher, a emenda à Lei de Autorização de Defesa Nacional de 2023 visa proteger funcionários federais que revelem detalhes de avistamentos de OVNis, independentemente de qualquer acordo anterior de não divulgação "que possa ser interpretado como uma restrição legal ao relato por uma testemunha".
"A emenda estabeleceria um processo no governo para informar sobre OVNIs e fornecer proteções semelhantes às dos denunciantes", disse Jordan Dunn, porta-voz de Gallagher ao portal The Drive.
A iniciativa legislativa propõe um "sistema seguro para divulgar relatos" sobre "qualquer evento relacionado a objetos voadores não identificados", bem como quaisquer programas ou atividades governamentais ligadas aos avistamentos misteriosos.
Espera-se que, se esta medida for introduzida, os soldados e outros militares se sintam mais à vontade ao compartilhar detalhes de fenômenos inexplicáveis que registrem durante o serviço.
Objeto não explicado no centro voa em direção às nuvens contra o vento enquanto é rastreado, em 2015 - Sputnik Brasil, 1920, 16.12.2021
Panorama internacional
Orçamento de defesa dos EUA para 2022 inclui fundos para nova agência que investigará OVNIs
Entretanto, os legisladores têm repetidamente pressionado o Departamento de Defesa a fim obter mais informações sobre os avistamentos conhecidos e realizaram em maio uma audiência no Congresso relativamente ao assunto.
 
Fonte:  https://sputniknewsbr.com.br/20220709/eua-propoem-conceder-imunidade-a-funcionarios-que-vazem-informacoes-sobre-ovnis-23534990.html

Cidade de Nova York contabiliza aumento no número de 'avistamentos' de OVNIs no ano de 2022

Um total de 28 avistamentos de OVNIs foram relatados na cidade de Nova York somente em 2022, um caso a mais do que em 2021, de acordo com o Centro Nacional de Relatórios de OVNIs dos EUA. Pela primeira vez, as pessoas enviaram seus relatos acompanhados de fotos — embora sua autenticidade ainda não tenha sido verificada.
Alguns avistamentos relatados incluíam "seis orbes em [...] posições diferentes", "dois objetos que mudam de forma e que permaneceram juntos" e "uma nave que mudou de direção e pairou várias vezes [para cima, para baixo, esquerda e direita], que era facilmente distinguível de um avião" em diversos bairros da cidade.
De acordo com a divulgação dos avistamentos, o bairro de Manhattan presenciou 13 ocorrências, o Queens seis, Brooklyn quatro, Staten Island três e o Bronx duas.
Um cidadão chegou a relatar que uma "nave grande e silenciosa em forma de bumerangue/ondulado" se deslocou pelo céu de Manhattan no dia 23 de agosto.
"Ele [o OVNI] estava acima das nuvens, mas ainda estranhamente visível e claramente não era um avião ou qualquer outro tipo de aeronave que tínhamos visto", disse o homem estupefato. "Era muito grande e totalmente silencioso e movendo-se de forma constante, suave e rápida — não emitia som [...] Ninguém mais pareceu notar", relatou ele.OVNIs, imagem referencial - Sputnik Brasil, 1920, 16.12.2022
Ciência e sociedade
'Várias centenas' de relatórios de OVNIs recebidos pelo escritório de rastreamento do Pentágono
O centro é uma organização não governamental sem fins lucrativos, registrada no estado de Washington, nos Estados Unidos, que investiga avistamentos de OVNIs e/ou contatos alienígenas. Fundado em 1974, o centro "não faz reivindicações quanto à validade das informações em qualquer um desses relatos", acrescentando que "foram omitidas fraudes óbvias, mas que, no entanto, a maioria deles foi postada exatamente como recebido, nas próprias palavras de seus autores". O site do centro foi reformulado em 2022, o que permitiu que as pessoas anexassem "provas" em foto ou vídeo aos seus relatos.
 
Fonte:  https://sputniknewsbr.com.br/20221218/cidade-de-nova-york-contabiliza-aumento-no-numero-de-avistamentos-de-ovnis-no-ano-de-2022-26492065.html

Ex-capitão dos EUA exige que governo informe de incidentes com OVNIs em instalações nucleares


O ex-capitão da Força Aérea norte-americana Bob Salas exigiu que o governo libere todas as informações que tem sobre incidentes de OVNIs em instalações nucleares nos Estados Unidos.

Salas iniciou uma campanha para arrecadar dinheiro para realizar uma coletiva de imprensa, chamando atenção do público para a questão dos OVNIs e armas nucleares. O dinheiro também será usado para atividades de lobby em Washington, segundo um comunicado publicado no site GoFundMe.

"É hora para o Congresso dos Estados Unidos realizar audiências públicas sobre o Fenômeno Aéreo Não Identificado (UAP). Existem muitas testemunhas ex-militares que podem verificar incidentes de OVNIs. O período atual representa uma oportunidade única para promover a divulgação pública e aberta de segredos de longa data detidos por agências governamentais", conforme o comunicado.

No momento da publicação deste material, a campanha de Salas recebeu US$ 5.800 (R$ 30.000) do objetivo pretendido de US$ 10.000 (R$ 52.500).

Salas afirma que ele próprio viu um OVNI enquanto estava em serviço de alerta de mísseis na base militar de Malmstrom em Montana em 1967. Ele revelou que um "objeto vermelho brilhante" pairou sobre uma cápsula de controle de lançamento e depois "lançou um feixe de luz contra a ogiva", deixando dez mísseis balísticos intercontinentais Minuteman desativados.

Salas não é a única pessoa falando a favor da necessidade de funcionários do governo investigarem avistamentos de OVNIs em instalações nucleares. O senador Harry Reid falou sobre o assunto no documentário "O Fenômeno", realizado pelo ufólogo James Fox.

Reid, que em 2007 garantiu financiamento para o Programa de Identificação Avançada de Ameaças Aeroespaciais, um projeto do Pentágono que examinou os encontros de militares dos EUA com OVNIs, alegou que houve vários relatos de objetos misteriosos voando sobre instalações nucleares dos EUA ao longo dos anos.

O Departamento de Defesa norte-americano informou em seu relatório recentemente lançado sobre OVNIs que houve mais de 140 avistamentos de objetos misteriosos sem nenhuma explicação possível. O Pentágono disse que os objetos podem pertencer a potências rivais como a Rússia ou a China.

Fonte:  https://sputniknewsbr.com.br/20210825/ex-capitao-dos-eua-exige-que-governo-informe-de-incidentes-com-ovnis-em-instalacoes-nucleares-17938594.html

 

sexta-feira, 28 de julho de 2023

EXTRA TBN: imagens inéditas são liberadas das aparições de OVNIs nos EUA

Durante anos, o governo dos EUA ignorou os relatos de misteriosos objetos voadores vistos se movendo pelo espaço aéreo militar restrito. No entanto, agora Washington está lentamente começando a reconhecer que os Objetos Voadores Não Identificados (OVNIs), aos quais o Pentágono se refere como fenômenos aéreos não identificados, são reais.

As informações mais recentes relacionadas a esses fenômenos ocorreram na quarta-feira (26), quando três militares aposentados testemunharam em uma audiência da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos sobre “Fenômenos Anômalos Não Identificados” – conhecidos como “FANI” e mais comumente chamados de OVNIs – e alertaram que os avistamentos constituem um problema de segurança nacional e que o governo tem mantido sigilo excessivo a esse respeito.

Um subcomitê de supervisão da Câmara dos Representantes convocou a audiência de quarta-feira sobre OVNIs. Os parlamentares que pressionaram pela audiência pediram que o governo fosse mais transparente sobre fenômenos anômalos não identificados.

Um ex-piloto da Marinha dos EUA disse que se trata de uma questão de segurança nacional e, embora o governo dos EUA tenha divulgado relatórios nos últimos anos sobre esse fenômeno, alguns deles permanecem inexplicados, enquanto outros foram atribuídos a “balões ou entidades-balão”, bem como drones, pássaros, fenômenos climáticos ou detritos transportados pelo ar, como sacolas plásticas.

A discussão recente foi reacendida em junho de 2021, quando alguém publicou vídeos de um OVNI desaparecendo rapidamente como se tivesse mergulhado bruscamente na água. Naquele ano, um relatório sobre OVNIs foi divulgado pelo Gabinete do Diretor de Inteligência Nacional e outras agências.

O mais recente sobre OVNIs

Ryan Graves, um ex-piloto da Marinha que agora dirige o Americans for Safe Aerospace, um grupo que ele fundou para encorajar os pilotos a relatar incidentes de Fani, e David Fravor, um major aposentado da Marinha dos EUA, testemunharam perante o Congresso em 26 de julho de 2023.

Ambos falaram de seus próprios avistamentos enquanto serviam nas forças armadas.

David Grusch, um ex-oficial de inteligência da Força Aérea, acusou o governo de encobrir suas investigações sobre avistamentos de objetos não identificados e disse que compartilhou a informação com o inspetor geral da comunidade de inteligência.

Grusch fez uma declaração surpreendente perante a Câmara: “A tecnologia que enfrentamos era muito superior a qualquer coisa que tínhamos”, disse ele sobre um avistamento que teve em 2004, quando perguntado por que os fenômenos são uma ameaça à segurança nacional.

“No momento, precisamos de um sistema em que os pilotos possam relatar sem medo de perder o emprego”, disse Graves. “Existem temores de que o estigma associado a esse tópico cause repercussões profissionais, seja por meio da administração ou de seu exame físico anual”.

Nesta ocasião, nenhum funcionário do governo depôs sobre estes fatos.

Governo dos EUA “rastreia mais de 650 possíveis casos de OVNIs”

Em abril deste ano, Sean Kirkpatrick, diretor do Escritório de Resolução de Anomalias do Pentágono, criado pelo Congresso, disse a um subcomitê do Senado que o governo dos EUA estava rastreando 650 casos potenciais de fenômenos aéreos não identificados.

Kirkpatrick enfatizou que não há evidências de vida extraterrestre e que seu escritório não encontrou “nenhuma evidência confiável” de objetos que desafiam as leis conhecidas da física.

O funcionário exibiu vídeos de dois casos que foram desclassificados, um resolvido e outro não resolvido.

O primeiro vídeo mostrava uma pequena esfera voando pela tela da câmera de um drone MQ-9 no Oriente Médio em 2022. A câmera do drone seguia o objeto enquanto ele se movia pelo céu, entrando e saindo da tela.

Kirkpatrick explicou que este caso não foi resolvido porque não havia nenhuma outra evidência além do vídeo.

“Será praticamente impossível identificá-lo completamente, apenas com base naquele vídeo”, disse ele, acrescentando que a esperança é que, à medida que mais dados forem coletados sobre esses episódios, possam surgir padrões para ajudar a explicar os casos não resolvidos.

No segundo vídeo, capturado no sul da Ásia no início deste ano, um objeto passou voando por drones MQ-9, incluindo um que foi capturado em vídeo parecendo ter uma trilha de propulsão atrás dele, que Kirkpatrick disse inicialmente se acreditar ser “verdadeiramente anômalo”.

Mas ele afirmou que depois de separar o vídeo quadro a quadro, seu escritório determinou que era uma “imagem de sombra”.

OVNIs que aparecem e desaparecem

Em maio de 2021, o fã de OVNIs Jeremy Corbell postou imagens feitas por um navio da Marinha. No vídeo, que vazou, um objeto não identificado pode ser visto voando sobre a água. Pode-se então vê-lo desaparecer rapidamente, como se submergisse repentinamente:

Dias depois, Poppy Harlow, da CNN, falou com Corbell sobre outro novo vídeo de objetos enxameando um navio da Marinha dos EUA na costa de San Diego.

A publicação dessas imagens ocorre semanas antes de um relatório do governo dos Estados Unidos sobre fenômenos aéreos não identificados. Isso, conforme explicado no início do texto, acontecerá em junho deste ano.

O que são OVNIs?

Resumindo, um OVNI é um objeto voador que se parece ou se move de maneira diferente de qualquer aeronave usada pelos Estados Unidos ou qualquer país estrangeiro.

Os OVNIs estão envoltos em mistério e ainda há muito mais perguntas do que respostas sobre esses incidentes inexplicáveis.

Houve numerosos avistamentos de OVNIs nos últimos anos, mas os militares dos EUA só recentemente verificaram alguns desses encontros.

Pentágono confirma vídeos de OVNIs feitos pela Marinha

Em abril de 2021, o Pentágono confirmou a autenticidade das fotos e vídeos feitos pela Marinha em 2019, que pareciam mostrar objetos em forma de triângulo trêmulos movendo-se através das nuvens.

Outro conjunto de fotos de membros da Marinha mostrou três objetos aparentemente voando no céu, em forma de esfera, uma bolota e um dirigível metálico.

Em abril de 2020, o Pentágono divulgou três vídeos curtos de câmeras infravermelhas que pareciam mostrar objetos voadores em movimento rápido. Em dois dos vídeos, os militares são mostrados reagindo com espanto com a rapidez com que os objetos se movem. Uma voz especula que poderia ser um drone.

Um mês depois, em maio de 2020, foram fornecidos detalhes sobre os referidos vídeos.

O que a Marinha e o Departamento de Defesa disseram?

A Marinha reconheceu a veracidade dos vídeos em setembro de 2019, mas os divulgou oficialmente meses depois, “a fim de esclarecer quaisquer equívocos públicos sobre se as imagens que circulavam eram reais ou se há mais nos vídeos”, disse a porta-voz Sue Gough na época.

“Depois de uma análise minuciosa, o Departamento de Defesa determinou que a liberação autorizada desses vídeos não classificados não revela nenhuma capacidade ou sistema sensível”, disse Gough em um comunicado, “e não afeta nenhuma investigação subsequente sobre incursões no espaço aéreo de fenômenos aéreos não identificados”.

Os vídeos da Marinha foram lançados pela primeira vez entre dezembro de 2017 e março de 2018 pela To The Stars Academy of Arts and Sciences, uma empresa cofundada pelo ex-membro da banda Blink-182, Tom DeLonge, que diz estudar informações sobre fenômenos aéreos não identificados.

Nesses vídeos, datados de 2004, os sensores se fixam em um alvo enquanto ele voa antes de acelerar para fora do lado esquerdo do quadro, rápido demais para os sensores se reposicionarem.

O que o piloto que avistou os OVNIs nos vídeos de 2004 diz?

Em 2017, um dos pilotos que viu um dos objetos não identificados em 2004 disse à CNN que ele estava se movendo de uma forma que ele não conseguia explicar.

“Quando me aproximei, ele acelerou rapidamente para o sul e desapareceu em menos de dois segundos”, disse o piloto aposentado da Marinha dos EUA David Fravor.

“Isso foi extremamente difícil, como uma bola de pingue-pongue quicando na parede. Ela batia e ia para o outro lado.”

O que o relatório de inteligência diz sobre OVNIs?

Muito pouco se sabe sobre OVNIs, de acordo com um relatório sobre o assunto publicado pela comunidade de inteligência dos EUA em 2021, importante pois foi uma das primeiras vezes que o governo dos Estados Unidos reconheceu publicamente que estranhos avistamentos aéreos por pilotos da Marinha e outros merecem um exame legítimo.

O trabalho examinou 144 relatórios do que o governo chamado de “Fenômeno Aéreo Não Identificado” (UAP, na sigla em inglês), dos quais apenas um pôde ser explicado pelos pesquisadores ao final do estudo.

Os especialistas não encontraram evidências de que os avistamentos representassem vida extraterrestre ou um avanço tecnológico de um adversário estrangeiro como a Rússia ou a China, mas eles reconhecem que é uma possível explicação.

“Dos 144 relatórios que estamos discutindo aqui, não temos nenhuma indicação clara de que haja uma explicação não terrestre para eles, mas iremos aonde os dados nos levarem”, disse um alto funcionário dos EUA.

Mas os investigadores também estavam convencidos de que a maioria dos avistamentos eram “objetos físicos”, disse o oficial a repórteres ao publicar o relatório.

“Acreditamos absolutamente que o que estamos registrando não são simples artefatos de sensores. São coisas que existem fisicamente”, disse o funcionário, observando que 80 dos incidentes relatados envolveram dados de vários sensores.

Em 11 casos, os pilotos declararam ter estado prestes a colidir com esses objetos estranhos.

No entanto, o relatório de nove páginas deixa claro que mais trabalho precisa ser feito para identificar esses objetos, pois “o número limitado de relatórios de alta qualidade de fenômenos aéreos não identificados dificulta nossa capacidade de tirar conclusões firmes sobre sua natureza ou intenção”.

Programa do Pentágono para estudar OVNIs

O Pentágono estudou anteriormente gravações de encontros aéreos com objetos desconhecidos como parte de um programa classificado que não existe mais. Isso foi conseguido por meio dos esforços de Harry Reid, um ex-senador democrata de Nevada.

O programa foi lançado em 2007 e encerrado em 2012, segundo o Pentágono, porque foi avaliado que havia prioridades mais importantes que precisavam de financiamento.

Reid, Elizondo e outros que pressionaram o governo dos EUA a liberar mais informações sobre OVNIs dizem que os materiais que foram divulgados até agora apenas arranham a superfície do que é conhecido.

Força-Tarefa OVNI

Em 2020, o Pentágono criou uma força-tarefa para entender melhor “a natureza e as origens” de fenômenos aéreos não identificados, informou o Departamento de Defesa em comunicado.

“O Departamento de Defesa e os departamentos militares levam muito a sério qualquer incursão de aeronave não autorizada em nossos campos de treinamento ou espaço aéreo designado e revisam todos os relatórios.”

“Isso inclui examinar incursões inicialmente relatadas como fenômenos aéreos não identificados, quando o observador não consegue identificar imediatamente o que está vendo”, informou o comunicado.

O grupo de trabalho incluiu os vídeos cuja autenticidade foi confirmada em abril deste ano.

Créditos: CNN.

 
Fonte:  https://terrabrasilnoticias.com/2023/07/extra-tbn-imagens-ineditas-sao-liberadas-das-aparicoes-de-ovnis-nos-eua-veja-video

 

quarta-feira, 26 de julho de 2023

Ex-agente diz que material biológico não-humano foi recuperado em OVNI

Ex-oficial de inteligência testemunha ao Congresso dos EUA sobre o encobrimento de naves extraterrestres e materiais biológicos desconhecidos.

(Foto: Reuters)


247 — Durante uma audiência histórica no Congresso dos Estados Unidos (EUA) realizada nesta quarta-feira (26), o ex-agente de inteligência David Grusch fez revelações surpreendentes sobre a ocultação de naves alienígenas pelo governo americano. Grusch afirmou que materiais biológicos não-humanos foram recuperados de UAPs (fenômenos aéreos não identificados, em tradução livre) em operações secretas. O ex-agente, conhecido por ser um "delator" da ocultação de naves extraterrestres, assegurou aos membros do Congresso que os materiais biológicos encontrados não eram reconhecíveis como sendo de origem humana. Ele declarou: "Não humano, e essa foi a avaliação de pessoas com conhecimento direto sobre o programa com quem conversei". No entanto, Grusch destacou que não teve contato visual com um corpo alienígena e que informações sobre a existência de uma espaçonave não podem ser discutidas publicamente.

A audiência contou também com os depoimentos de outros dois ex-oficiais, David Fravor, ex-comandante da Marinha dos EUA, e Ryan Graves, um ex-piloto da Marinha. Ambos corroboraram a hipótese investigada de que o governo dos EUA tem escondido informações sobre naves "alienígenas" e compartilharam relatos sobre seus próprios encontros com UAPs. O objetivo principal da audiência era esclarecer questionamentos e exigir transparência acerca dos relatórios relacionados aos UAPs. Os congressistas buscaram compreender o alcance das operações secretas do governo e garantir que informações relevantes sejam divulgadas à população. David Grusch enfatizou ainda que diversas pessoas ligadas às forças militares e ex-funcionários da inteligência corroboram a existência das operações secretas sobre UAPs. Ele afirmou que membros do governo estariam "operando em sigilo" e mantendo o público alheio à presença de naves extraterrestres. 

Fonte: https://www.brasil247.com/mundo/ex-agente-diz-que-material-biologico-nao-humano-foi-recuperado-em-ovni

 

domingo, 23 de julho de 2023

China realizará exploração científica durante missão lunar tripulada

 

Foto tirada pelo módulo de pouso da sonda lunar Chang'e-4 em 11 de janeiro de 2019 mostra o rover Yutu-2 (Coelho de Jade-2). (Xinhua/Administração Espacial Nacional da China)

   Beijing, 17 jul (Xinhua) -- A Agência Espacial Tripulada da China (CMSA) emitiu um anúncio nesta segunda-feira para solicitar propostas para cargas úteis da missão lunar tripulada do país, que serão usadas para a exploração científica na superfície da Lua.

   Para fazer pleno uso dos recursos da missão e promover a exploração lunar e a pesquisa científica, o módulo de pouso lunar transportará carga científica para atividades de exploração na superfície lunar, segundo o anúncio.

   A CMSA solicitará propostas de instituições de pesquisa, universidades e empresas de alta tecnologia para cargas úteis projetadas para avançar na fronteira da pesquisa científica lunar com forte previsão e inovação.

   As propostas devem se concentrar em campos como geologia lunar e física lunar, observação, ciências da vida espacial, bem como perfuração profunda na superfície lunar e utilização de recursos lunares, acrescentou.

   A CMSA anunciou em maio que a China planeja realizar pouso lunar tripulado até 2030. Também divulgou um anúncio para solicitar propostas para o primeiro rover lunar tripulado do país, que será conduzido por dois astronautas.

Fonte:  https://portuguese.news.cn/20230717/c6d3a02bfd3d4d79b0bb9471ed5ea677/c.html

sexta-feira, 21 de julho de 2023

OVNIs interferem no treinamento de pilotos militares dos EUA

CIFE - Canal informativo de fontes/fenômenos Extraterrestres e Espaciais

C. Andrade

Os militares dos EUA encontraram vários objetos voadores não identificados (OVNIs) que interromperam seus exercícios de treinamento. Isso foi confirmado por John Kirby, ex-contra-almirante da Marinha dos EUA e atual coordenador da Casa Branca para comunicações estratégicas no Conselho de Segurança Nacional.

Ele disse que os OVNIs são um “problema real” que requer uma investigação mais aprofundada por uma unidade especial do Pentágono.

Em maio de 2022, um vídeo mostrou um pequeno OVNI esférico passando por um caça americano em alta velocidade. Um ex-piloto da Marinha dos EUA, Ryan Graves, também afirmou que ele e seus colegas testemunharam OVNIs quase diariamente de 2015 a 2017.

John Kirby disse que os OVNIs representam uma “causa legítima de preocupação” para os militares dos EUA.

“Sim. Não teríamos estabelecido uma organização no Pentágono para analisar, coletar e coordenar relatórios desses avistamentos se não levássemos isso a sério.

“Os pilotos estão tentando treinar no ar e veem esses objetos. Eles não sabem o que são, mas eles (objetos) podem afetar a capacidade dos pilotos de aprimorar suas habilidades. Então isso já teve um impacto.

“Só queremos entender melhor. Não estamos dizendo o que é ou o que não é. Estamos dizendo que nossos pilotos veem ‘algo’ e esse ‘algo’ já afetou algumas de nossas operações de treinamento. E então queremos chegar ao fundo disso. Queremos entender melhor.”

Em 26 de julho de 2023, a Câmara dos Representantes dos EUA realizará audiências sobre o caso dos denunciantes de OVNIs. Eles estão relacionados às recentes alegações sensacionais de David Grasch de que o governo dos EUA está secretamente armazenando detritos de naves alienígenas em algum lugar e tentando replicar sua tecnologia.

Relatos de 1945 (Foo fighters)

Foo fighter é uma expressão da língua inglesa que surgiu durante a Segunda Guerra Mundial para descrever um fenômeno no qual uma ou mais esferas alaranjadas e luminosas eram avistadas por pilotos, perseguindo ou acompanhando seus aviões. A expressão “foo” advém do termo em francês “feu”, que significa “fogo”. Todavia, com a ignorância dos aviadores estadunidenses acerca da língua francesa, o termo acabou por se corromper em “foo”, fazendo surgir a expressão, cujo sentido é de um “caça” ou avião “de fogo”, também poderia ser referência a banda americana Smokey Stover durante encontros foo fighters por pilotos americanos; ainda há outras versões. Em dezembro de 1945 foi publicado o primeiro artigo nos Estados Unidos dando conta da observação por pilotos aliados durante suas missões de bolas de fogo, que se aproximavam dos aviões.

Outros registros indicam que o fenômeno pode ter começado a partir de 1942. Foram descritos como pratos de torta, “roscas” voadoras, bolhas de sabão, balões e dirigíveis. Tripulações de bombardeiros chegaram a disparar contra essas esferas de fogo, no entanto, sem resultado algum.

Alguns pilotos aliados acreditavam que fosse uma espécie de arma psicológica dos alemães, que visava atordoar e confundir os pilotos.

Terminada a guerra, a hipótese de arma nazista foi descartada.

Um dos primeiros relatórios norte-americanos sobre o fenômeno, datado de outubro de 1943, relatou que quando os B-17s (fortalezas-voadoras) estavam voando sobre Schweinfurt, Alemanha, durante vôos de bombardeio, dúzias de pequenos discos prateados apareceram repentinamente; esses discos tinham cerca de 2,5 cm de espessura e 10 cm em diâmetro. Um dos tripulantes de uma das aeronave viu um dos discos atingir a cauda de um dos aviões, mas sem causa nenhum dano nas aeronaves

Foram criadas várias teorias para o fenômeno, inclusive de supostas aparições extraterrestres. Um tipo de descarga elétrica das asas dos aviões (veja Fogo de São Telmo) tem sido sugerido como uma possível explicação. Outra teoria supõe que as esferas avistadas pelos pilotos eram raios globulares, mas até hoje não foi encontrado nenhuma explicação satisfatória.

O artigo pode ser encontrado no anomalien 

Fonte:  https://cife.ca/ovnis-interferem-no-treinamento-de-pilotos-militares-dos-eua/?fbclid=IwAR0MINVwru7xtIzGEXJkfN-OPR9uA8vrWzwjLmJjl3fMpb524OJVCl406Ns

 

terça-feira, 18 de julho de 2023

A Lua é artificial: "Uma civilização avançada a construiu"

A Lua é artificial: "Uma civilização avançada a construiu"

 




A humanidade tem muitas lendas relacionadas à Lua, mas poucas são tão explícitas quanto a encontrada no antigo livro chinês da dinastia Tang.

A Lua é uma construção artificial: lenda chinesa antiga revela que uma civilização humana avançada a construiu

Um antigo livro chinês chamado " Yuyang Zazzu " diz explicitamente que a Lua foi construída por uma civilização humana avançada . Revelando uma das lendas mais surpreendentes sobre as origens do nosso satélite.

Antiga lenda chinesa diz que a Lua é artificial

“Durante o reinado de Wen Zong (809-840), o irmão mais novo de Wang Xucai e Zheng Renben foi ao Monte Songshan e se perdeu.

Os viajantes pediram instruções a um plebeu que estava descansando à beira da estrada. Ao mesmo tempo, o homem foi perguntado de onde ele veio. O homem risonho disse:

Prezados Senhores, vocês sabem que a lua é composta de sete tesouros? A lua é como uma bola vazia. O brilho do sol reflete em sua superfície. Construímos 82.000 famílias, eu sou uma delas.

Ele mostrou o caminho e depois desapareceu de vista."

Essa lenda de que a Lua não emite luz, mas reflete a do Sol. Como é possível que o povo da dinastia Tang soubesse disso há 1.100 anos?

Ainda mais surpreendente é que, de acordo com suas tradições, um monge esteve envolvido em sua construção.

Um idoso eremita chinês contou sua vida passada centenas de milhões de anos atrás. A civilização humana era então muito avançada . Naquela época, grandes cidades tinham estruturas colossais em todo o mundo. Havia navios gigantes flutuando no ar para milhares de passageiros.

Graças a esta tecnologia avançada, pensou-se em criar um corpo celeste que iluminaria a noite . Isso não deve brilhar para que as pessoas durmam, mas a escuridão não é total.

O projeto foi aprovado por diversos setores da sociedade e, assim, iniciou-se uma tarefa titânica. O monge idoso, então, trabalhou como engenheiro e participou da construção da Lua .

A Lua é uma construção artificial: lenda chinesa antiga revela que uma civilização humana avançada a construiu

¿Una construcción hecha por humanos?

Ele explicou que dentro de seu núcleo existem muitos mecanismos e dispositivos de energia precisos . Não há nada entre o núcleo e a casca externa. Isso nada mais é do que uma proteção feita de uma placa de metal grossa com vários quilômetros de espessura.

Vários anos após o trabalho contínuo, a humanidade completou sua construção. A superfície do satélite foi polida para refletir a luz solar de volta à Terra à noite.

Para que ele ilumine continuamente, a velocidade de sua rotação foi calculada para que a face polida ficasse sempre voltada para o planeta .

Este trabalho foi celebrado em todo o mundo. Os construtores tornaram-se um grupo respeitado de pessoas, glorificado por muito tempo.

No entanto, o monge observou que isso era apenas uma ilusão. Com o passar dos anos e a decadência moral, a humanidade começou a declinar . O avanço tecnológico logo levou à escassez de recursos e ao meio ambiente sofrido.

A Terra sofreu grandes danos que foram catastróficos para a humanidade . A civilização voltou aos tempos primitivos e o desenvolvimento começou de novo. A história da Lua tornou -se apenas uma lenda.

A Lua é uma construção artificial: lenda chinesa antiga revela que uma civilização humana avançada a construiu

Dados que concordam com a legenda

Existem certas "anomalias" na Lua que podem ser consistentes com esta antiga lenda chinesa :

O diâmetro da Lua é 1/395 do diâmetro do Sol e a distância entre a Lua e a Terra é 1/395 da distância entre a Terra e o Sol. Como resultado, o tamanho de ambos parece o mesmo .

Este fenômeno não é comum em astronomia e até hoje não foi descoberto um segundo fenômeno similar .

A Lua sempre olha para a Terra do mesmo lado e a parte de trás do satélite é muito diferente da parte visível e sua irregularidade. Se a Lua é um corpo celeste natural, isso não deveria acontecer .

A órbita dos satélites naturais é elíptica , enquanto a da Lua é circular .

A Lua é oca. Desde 1969, os Estados Unidos enviam naves espaciais ao satélite para expedições científicas, instalando sismógrafos na superfície.

Um dos terremotos registrados durou 55 minutos . Flutuações fracas gradualmente se tornaram fortes. A intensidade máxima durou 8 minutos, após os quais a amplitude diminuiu até cessar. Ao longo do evento, houve uma espécie de " boom sônico " contínuo .

Clive R. Neal , professor de geologia da Universidade de Notre Dame, afirmou em um relatório da NASA em 2006 que soava como "um sino".

Como resultado, existe uma hipótese que sugere que no interior da Lua existe uma crosta metálica oca e seu corpo é recoberto por uma camada solta com espessura de 16 a 32 quilômetros.

Esses dados revelam que é realmente possível que a humanidade tenha sido criada artificialmente por uma civilização antiga altamente avançada. 

Fonte: https://universoalienigenabr.blogspot.com/2022/11/a-lua-e-artificial-uma-civilizacao.html?fbclid=IwAR1PqWRfi-PZGIAsmjM4C6YotfNskmnK1_HrflXz40Pe-ZslgwzFly_abZY

 

quarta-feira, 12 de julho de 2023

China publica plano preliminar para aterrissagem lunar tripulada

Segundo o plano preliminar, a China lançará o módulo de pouso lunar e a espaçonave tripulada para a órbita de transferência, que se acoplarão em uma órbita circunlunar

Lua Lua (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

Rádio Internacional da China - A Agência Espacial Tripulada da China (CMSA, na sigla em inglês) anunciou no dia 12 o plano preliminar de aterrissagem lunar tripulada do país, cuja concretização está planejada até 2030.

Segundo o plano preliminar, a China lançará o módulo de pouso lunar e a espaçonave tripulada para a órbita de transferência, que se acoplarão em uma órbita circunlunar, a partir da qual o astronauta entrará no módulo de pouso lunar. Em seguida, esse módulo descerá e aterrissará em uma área pré-determinada da superfície da Lua, e o astronauta pousará nela para realizar exploração científica e coleta de amostras. Após completar a missão definida, o astronauta vai retornar à Terra a bordo da espaçonave, transportando as amostras. A fim de completar esta tarefa, pesquisadores chineses estão desenvolvendo os equipamentos correspondentes.

Fonte: https://www.brasil247.com/mundo/china-publica-plano-preliminar-para-aterrissagem-lunar-tripulada

 

sábado, 8 de julho de 2023

Cinco evidências de que vivemos em uma simulação

Alerta do CSPU: Leia e tire suas próprias conclusões

Desde que o filósofo e matemático Nick Bostron sugeriu em 2003 que o universo poderia ser uma simulação produzida algum supercomputador quântico alienígena, físicos, matemáticos e astrofísicos vem procurando evidências  dessa hipótese. O “Cinegnose” vai resumir as atuais cinco principais evidências: O Princípio Antrópico e o Paradoxo de Fermi, Mecânica Quântica e Modelagem da Simulação, Universo Pixelado, Falhas na Matrix, Raios Cósmicos e a Grade da Simulação. Uma discussão à primeira vista delirante, mas que envolve lógica e números. E, claro, a inspiração do imaginário cinematográfico dos filmes gnósticos. Uma discussão que pode resultar em profundas consequências espirituais e religiosas nas nossas vidas.

Há milênios filósofos como Platão especulam que a vida como a conhecemos talvez não seja real. Com o advento da era da computação, essa ideia ganhou um novo impulso, principalmente quando a cultura pop passou a debruçar-se sobre o tema chegando ao imaginário cinematográfico em filmes como A Origem, Dark City, 13o Andar e a trilogia Matrix dos Wachowski.

Em duas postagens anteriores o Cinegnose desenvolveu esse argumento do Universo como simulação computacional finita a partir de pesquisas da Universidade de Bonn, Alemanha, onde uma equipe de cientistas tenta substituir a ideia de espaço-tempo contínuo pela busca de uma “assinatura cósmica”: minúsculos espaços cúbicos parecidos com grades – pixels? – sobre isso clique aqui.

Ao mesmo tempo, o pesquisador da NASA Richard Terrile, baseado na chamada Lei de Moore ( que sustenta que os computadores duplicam sua capacidade a cada dois anos), levam a sério a possibilidade de que o Universo possa ser alguma espécie de game em um computador cósmico. E a principal evidência é que nós também procuramos repetir isso por meio de meta-simulações como games e mundos virtuais como o Second Life.

Parece que quem começou toda essa especulação filosófica nesse início de século foi o filósofo e matemático da Universidade de Oxford, Nick Bostrom, que criou o conceito de “substrato independente”: consciência e inteligência poderiam se manifestar por meio de diversos suportes, entre eles um supercomputador senciente que conteria toda a simulação cósmica. Em outras palavras, seríamos todos partes de uma versão de um role-playing cósmico como umWorld of Warcraft – sobre isso clique aqui

Nos últimos anos essa hipótese vem sendo levada a sério em artigos de revistas como a New Scientist e diversos blogues pessoais de físicos, filósofos e cientistas. Em todos eles há uma tentativa de reunir evidências para resolver mistérios e paradoxos a partir da analogia com o funcionamento de um computador digital, seja no mundo da mecânica quântica, seja nas nossas observações empíricas do dia-a-dia: realidade pixelada, os paradoxos das ondas quânticas, falhas no contínuo da realidade (déjà vu, fantasmas, fenômenos sobrenaturais), princípio antrópico, paradoxo de Fermi etc.

O Cinegnose vai reunir cinco principais evidências que reforçariam a hipótese de que o Universo poderia ser uma simulação computacional. Evidências que parecem trazer de volta as milenares mitologias gnósticas em torna da suspeita da ilusão da realidade.

Mas o Cinegnose vai além: quais as possíveis implicações religiosas e espirituais se levarmos essas evidências às últimas consequências?

1. O Princípio Antrópico e o Paradoxo de Fermi


É surpreendente que existam seres humanos. Para que a vida começasse nesse planeta foi necessário que todos os fatores resultassem em uma feliz coincidência: a distância perfeita do Sol, a atmosfera com a composição correta e a força da gravidade na medida exata.

Embora possa haver muitos outros planetas com essas condições, a felicidade do surgimento da vida na Terra se torna ainda mais impressionante ampliando a perspectiva para além do nosso planeta. Se algum fator cósmico como a energia escura fosse um pouco mais forte, a vida não existiria.

Daí vem a questão do princípio antrópico: Por que essas condições convergiram de forma tão perfeita para nós? A explicação lógica seria de que as condições foram deliberadamente criadas com a intenção de dar-nos vida. Cada fator teria sido convenientemente criada em algum vasto experimento. Os fatores foram apenas programados no Universo e a simulação foi iniciada.

Esse princípio se ligaria ao chamado Paradoxo de Fermi (o primeiro físico a controlar a reação nuclear) que poderia ser resumido em uma simples pergunta formulada pelo físico na década de 1960: “onde está todo mundo?” – haveria uma contradição entre o nosso crescente conhecimento do Universo e a ausência de contato com qualquer forma de vida existente em algum outro ponto do cosmos.

Com bilhões de outras galáxias lá fora, muitas delas bilhões de anos mais velhas que a nossa, pelos menos uma não poderia ter dominado as viagens espaciais?

Uma resposta seria a possibilidade da existência de multiversos – sim, haveria outras formas de vida, porém em outros universos paralelos, cada um ignorando os demais. Um argumento que reforça a hipótese da simulação – o nosso universo seria mais uma simulação dentro de outras simulações. Todas isoladas, cada qual em sua prisão virtual. Será que talvez o objetivo desses role play games seria testar os efeitos do ego sobre a civilização?

2. Mecânica Quântica e a modelagem da simulação


Um argumento contra a hipótese da simulação é que um computador com tal capacidade de processamento e renderização da realidade seria impossível. Para além do argumento de que os computadores atuais certamente seriam impensáveis há 100 anos, há uma solução mais interessante confirmada pela própria mecânica quântica – o computador simula unicamente o que ele precisa. Isso é algo que realmente acontece em games de computadores atuais.

Não seria necessário para esse supercomputador modelar toda a realidade a um nível que a simulação fosse indistinguível da realidade. Apenas os elementos observados precisam ser modelados a um nível de resolução que coincida com as limitações da nossa observação ou aos nossos instrumentos de medida. Um programa poderia fazer isso dinamicamente gerando resoluções incrementais de vários componentes conforme seja necessário, tal como quando colocamos um objeto em um microscópio. Talvez a simulação cósmica seja muito menor do que imaginamos.

 Isso esclareceria alguns paradoxos da mecânica quântica como o porquê do estado quântico ser digital, bem diferente da concepção contínua e analógico do espaço-tempo. Ou ainda o chamado “efeito do observador” e a noção de “entrelaçamento quântico”.

No paradoxo do observador, uma partícula subatômica é uma onda de probabilidade onde diversas realidades ou alternativas coexistem simultaneamente. Somente quando observamos a partícula ela “decai” (decoerência) entrando em colapso a função de onda estabelecendo-se as propriedades do objeto.

Em 2008 o Instituto de Ótica Quântica e Informação Quântica (IQOQI) em Viena determinou a uma certeza de 80 ordens de grandeza que a realidade objetiva não existiria por si só, passando somente a existir quando conscientemente observada.

3. O universo pixelado


Se a simulação estiver sendo realizada nesse momento por um computador quântico, o universo não seria contínuo e dotado de uma resolução infinita: ele seria digital e fundamentalmente composto por informações.

Em 2008 o GEO 600, detector de ondas gravitacionais em Hannover, Alemanha, captou um sinal anômalo sugerindo que o espaço-tempo é pixelado. É exatamente o que seria esperado de um universo “holográfico” onde a realidade 3D é na verdade uma projeção de informação codificada na superfície dimensional na fronteira do Universo (New Scientist, janeiro de 2009, p. 24).

Vivemos em um mundo real. Pensamos que aqui não há pixels e que podemos nos mover de uma forma contínua de um ponto para outro. Não somos seres digitalizados, pensamos: somos seres analógicos que vivem em um mundo fluido sem a pixelização de uma tela de computador.

Mas a mecânica quântica parece comprovar o contrário na alta resolução do mundo das partículas subatômicas. É como se nos movêssemos tão rápido em um moderno game de computador que superássemos a capacidade da placa gráfica em renderizar os cenários: confrontamo-nos com paradoxos, ondas pixeladas, pedaços de quantum binários sim/não.

Para essa evidência a capacidade de resolução de qualquer programa seria análoga à resolução espacial da nossa realidade simulada, apenas em um nível diferente.

4. Falhas na Matrix


Mas até mesmo simulações avançadas podem ter falhas, certo? Na clássica trilogia Matrix dos Wachowski é apresentado um exemplo do de ja vu como uma falha na simulação: quando algo parece inexplicavelmente familiar, a simulação poderia estar “pulando”, como em um CD riscado. Matrix sugere que essas falhas poderiam ser também representadas por insônias e desordens mentais como a esquizofrenia.

Para essa teoria, elementos sobrenaturais como fantasmas ou milagres também poderiam ser falhas. As pessoas realmente testemunhariam esses fenômenos devido a erros no código da simulação.

Mas mesmo para um supercomputador cósmico, memória, velocidade de modelagem da realidade e a resolução poderiam ser cruciais. Sem falar na possibilidade de podermos descobrir a natureza simulada do universo, já que ingressamos na era da meta-simulação com os games e os diversos mundos simulados oferecidos online na Internet.

Por isso o esquecimento e a morte seriam cruciais para a simulação – permitiria a reinicialização de cada “personagem” da simulação garantido sempre espaço para novas memórias – religiões chamam isso de “reencarnação”.

Mas, assim como nos computadores onde os arquivos nunca são deletados completamente do HD permanecendo rastros por um certo tempo, as memórias passadas podem retornar, criando déjà vus. Em vida, o sono cumpriria esse papel: o do esquecimento. E a insônia seria a luta do “personagem” da simulação contra esse recorrente mal estar.

Além de Matrix, filmes gnósticos como Dark City exploraram esse tema: em um mundo simulado criado por demiurgos alienígenas, durante o sono dos humanos a simulação é reparada e as identidades são trocadas mantendo todos em um perpétuo estado de esquecimento. Até o protagonista despertar no meio de uma dessas trocas e despertar para uma sinistra realidade.

5. Raios Cósmicos e a grade da simulação


Se estamos vivendo em um simulador, esperaríamos encontrar evidencias que poderíamos encontrar as bordas do universo observável. Pelo menos é o que a equipe de Silas Beane da Universidade de Bonn procuram encontrar em seu cálculos publicados em um artigo publicado na arXiv.org – Cornell University Library -"Contraints on the Universe as a Numerical Simulation".

As partículas cósmicas voam através do Universo, perdem a energia e mudam de direção e se espalham através de um espectro de valores de energia. Há um limite conhecido para a quantidade de energia que essas partículas possuem, porém Beane e sua equipe calcularam que essa queda no espectro de energia é consistente com a ideia de uma espécie de limite do Universo.

A investigação sobre a forma de dispersão dessas partículas poderia revelar não somente as fronteiras da simulação mas também a estrutura da simulação em grade ou “treliça”.

Como a hipótese da simulação afeta nossas vidas


a) Deus é um programador? – Deus é um programador de óculos debruçado sobre um teclado? Será que o Divino Programador codificou dentro de nós o desejo de adorá-lo, parte fundamental nas religiões? Certamente essa concepção digital de Deus aproxima-se da noção de Demiurgo do Gnosticismo – de um lado quer que o adoremos, mas do outro esconde a verdadeira natureza do fenômeno religioso: esquecimento da simulação que nos aprisiona.

b) O que há fora da simulação? – mais um ponto de contato com o Gnosticismo. Há milênios os gnósticos rejeitam esse mundo como “falso” por ser uma “cópia imperfeita do Pleroma”, a Plenitude que existiria fora dos limites desse Cosmos. Porém, a hipótese da simulação esquece de um elemento vital da concepção humana gnóstica: se por um lado temos algo que nos codifica e aprisiona, por outro temos a “fagulha de Luz”, impulso espiritual ouviria o chamado lá de fora da simulação.

Algo como o impulso de Truman em fugir de Seaheaven em Truman Show ou das entidades sencientes em 13o Andar que constroem meta-simulações até descobrirem que eles próprios estão vivendo em uma espécie de cebola cósmica, com diversos mundos simulados sobrepondo-se.

c) Reinterpretação dos fenômenos espirituais, religiosos e psíquicos – Se aceitarmos a hipótese da simulação, fenômenos espirituais e religiosos como a crença em um Deus Divino como um bondoso criador e os fenômenos espirituais como metapsíquicos ou etéreos deverão ser reconsiderados. Como sintomas de falhas na Matrix poderiam rastros de memórias deletadas nos seguindo, sejam fantasmas, arquétipos ou, na psicanálise, traumas.

Fala-se na Parapsicologia que fantasmas poderiam ser projeções de certos ambientes saturados de energia psíquica que dada a certas condições “materializam-se” de forma efêmera.

O fato é que as religiões e crenças esotéricas poderiam ser racionalizações codificadas na simulação para promover o esquecimento, tornando a simulação menos “pesada” em termos de informações.

Fonte: http://chega2012.blogspot.com/

 

terça-feira, 4 de julho de 2023

Astrônomos, cientistas e especialistas se reuniram em Paris, na França, para estudar fenômenos aéreos

 

The Debrief

BAPTISTE FRISCOURT

Uma conferência recente em Paris, na França, reuniu cientistas importantes para mergulhar no estudo de fenômenos aéreos não identificados (UAP), explorando observáveis ​​ópticos e buscando uma abordagem unificada para identificar e entender esses misteriosos objetos aéreos.

Em 16 de junho passado, o comitê técnico UAP da Associação Aeronáutica e Astronáutica Francesa , “ Sigma 2 ”, realizou sua primeira conferência internacional sobre Fenômenos Aéreos Não Identificados. Projetado para dar uma visão geral da pesquisa científica em andamento sobre Fenômenos Aéreos Não Identificados, o evento de um dia centrado em observáveis ​​óticos, as diferentes formas e métodos para registrar UAP e assinaturas óticas específicas que podem ser usadas para ajudar a identificá-los.

O presidente da Sigma 2, Luc Dini, começou lembrando ao público que, apesar dos debates recentes, os UAP foram de fato fenômenos reais que podem ser registrados, especificamente com câmeras do espectro ultravioleta ao infravermelho. Ele então listou os vários esforços científicos em andamento em relação ao UAP e explicou o objetivo da conferência: encontrar o denominador comum entre as assinaturas ópticas do UAP para melhor identificá-los.

A conferência começou com um discurso de abertura do orador convidado Alain Juillet , consultor executivo sênior em segurança e inteligência e ex-responsável pela inteligência econômica do primeiro-ministro. Ele lembrou que por muito tempo a pesquisa científica da UAP se limitou a depoimentos de testemunhas, embora isso tenha mudado. Devido às crescentes necessidades militares e operações de inteligência, novas plataformas de coleta de dados foram criadas, tornando o UAP impossível de evitar.

Alain Juillet (Wikimedia Commons CC 4.0)

“Até agora, o UAP nunca foi agressivo, mas o fato de o UAP poder entrar ou sair perto do espaço ou do mar representa um perigo real”, afirmou Juillet. “Hoje, não conseguimos controlá-lo e evitá-lo. É um problema de segurança nacional para todos os principais países, que precisa ser controlado e monitorado por nossa Força Aérea e Marinha.”

Ele acrescentou que resolver esse problema requer promover a pesquisa científica sobre UAP com fundos estatais, como os EUA , a China e a Rússia  já fizeram. Ele então parabenizou a Sigma 2 pela organização do evento, que ele vê como a melhor maneira de “abrir os olhos do público e dos governos sobre esta nova emergência”.

Em uma entrevista de acompanhamento com Alain Juillet, The Debrief pôde falar em profundidade sobre as implicações geopolíticas em relação à UAP. Quando perguntado se compartilhar informações do UAP era do melhor interesse da Defesa nacional agora que os  Cinco Olhos se envolveram.

“Vimos recentemente que, nas frentes estratégica e militar, houve uma colaboração crescente entre esses 5 países”, disse Juillet. “Portanto, não é muito surpreendente que eles tenham decidido trabalhar todos juntos para serem mais eficientes no assunto UAP, porque é um problema que obviamente está começando a preocupar a todos.”

“Acho que os americanos ainda não chegaram a uma resposta satisfatória por conta própria, então estão começando a pensar que talvez, com os outros quatro, haja oportunidades de melhorar nossa percepção.”

“Além disso”, acrescentou, “já que eles são os líderes indiscutíveis da gangue dos cinco, são eles que colherão os principais benefícios de qualquer maneira”.

O segundo elemento é que, obviamente, em termos da indústria de defesa, uma compreensão das técnicas e materiais usados ​​para UAP aumentaria a capacidade de construir máquinas diferentes das que fazemos hoje, e melhores [e] mais eficientes, em menos em termos de velocidade, manobrabilidade e assim por diante. Os americanos não vão negociar com os russos ou com os chineses, nem conosco”.

Questionado pelo The Debrief  se a França deveria tentar compartilhar informações sobre UAP com sua própria rede de aliados e parceiros, Juillet acrescentou: “Acho que é do interesse da França discutir essas questões com o maior número possível de parceiros e países”.

“Olha o Brasil , que já viu várias coisas. É do nosso interesse desenvolver intercâmbios com os BRICS [Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul] porque os BRICS certamente estão interessados ​​em informação porque está na mente de todos.”

“Quando você é um país grande, é óbvio que o problema UAP é considerado muito importante porque é uma questão de defesa. O UAP nunca foi agressivo até agora, mas ainda são coisas que não podemos controlar, então eles podem entrar em nosso espaço, espaço aéreo ou qualquer outra coisa, sem que possamos detê-los, e isso representa grandes problemas.”

“Eu certamente espero que os principais departamentos de Defesa do mundo estejam tentando entender do que se trata”, disse Juillet quando perguntado sobre o estado atual da pesquisa de inteligência e defesa sobre UAP na França. “Mas não senti – pelo menos na França – uma mobilização do tipo que existe nos Estados Unidos ou na China, onde as pessoas obviamente estão começando a fazer perguntas reais.”

A primeira palestrante a apresentar sua pesquisa foi a Dra. Beatriz Villaroel , astrônoma e Nordic fellow do Nordic Institute for Theoretical Physics , além de diretora do projeto Vanishing and Appearing Stuff during a Century of Observations ( VASCO ), que busca estrelas desaparecendo que poderiam indicar uma forte assinatura de inteligência extraterrestre ou fenômenos desconhecidos usando levantamentos de todo o céu.

(Crédito da imagem: Karl Nordlund/Universidade de Estocolmo)

Sua apresentação começou com a introdução do projeto Exo Probe, um recurso desenvolvido para buscar UAP em tempo real a até 50 milhões de quilômetros da Terra (um terço da distância Terra-Sol). Uma rede global de câmeras de alta velocidade permitiria aos cientistas detectar, localizar e realizar uma análise espectral do UAP, que consiste em registrar as várias assinaturas óticas dadas pelos tipos específicos de luz refletida e emitida por um objeto para supor informações sobre ele.

O Dr. Villaroel explicou como o fracasso da busca por inteligência extraterrestre ( SETI ) usando sinais de rádio deu origem a outros tipos de esforços do SETI, que incluem a busca por sinais de laser, embora acrescentando que nenhum desses esforços teve sucesso até agora. Ela então apresentou o projeto VASCO e o esforço para verificar se fenômenos luminosos transitórios na órbita da Terra poderiam ser explicados por pequenos objetos emitindo ou refletindo luz. Essas luzes seriam então capturadas por um telescópio.

Em seu estudo, entre milhares de luzes transitórias registradas, nenhuma delas se originou de uma estrela . Além disso, nenhum poderia ser explicado por instrumentos, fenômenos astronômicos, erro do operador ou outros fatores. Para reduzir o número de falsos positivos, a VASCO usou chapas fotográficas da década de 1950, antes da invenção dos satélites artificiais.

A pesquisa deles foi bem-sucedida, pois eles encontraram esses transientes. No entanto, Villaroel e a equipe tentaram publicar seu estudo no Monthly Notices of the Royal Astronomical Society ( MNRAS ).

“O artigo não está mais em revisão no MNRAS. O MNRAS a rejeitou. O processo de arbitragem estava indo bem até que o árbitro descobriu que era um artigo do SETI, disse Villaroel”, uma declaração que resume o estado da aceitação social da pesquisa científica sobre a vida extraterrestre entre as instituições científicas.

No entanto, agora que sua prova de conceito foi validada, ela explicou que seu próximo plano de 5 anos é usar uma rede de telescópios de campo amplo para localizar objetos desconhecidos em tempo real.

Em uma pergunta de acompanhamento, o The Debrief perguntou ao Dr. Villaroel se os registros astronômicos escritos anteriores às fotografias poderiam ser usados ​​para pesquisa científica. Ela respondeu que seria possível usá-los “como material de orientação para estabelecer algumas ideias sobre o que procurar em conjuntos de dados modernos”.

O próximo foi Massimo Teodorani , um astrofísico que colaborou com o estudo UAP de longo prazo do vale de Hessdalen e membro contribuinte da Society for UAP Studies. Sua apresentação dizia respeito à reativação e atualização contínua deste estudo norueguês iniciado em 1984. Atualmente, ele está realizando a convite do Dr. Erling Strand.

Ele explicou que a atualização atual reativaria instrumentos antigos, incluindo radar, magnetômetro, receptor de antena VLF/ELF, estação meteorológica e gerador de eventos aleatórios. Eles adicionarão uma câmera all-sky totalmente nova e uma câmera pan-tilt, rastreando automaticamente as anomalias junto com as câmeras FLIR. Eles também adicionarão um analisador de espectro, microfones e drones localizados no local para investigar anomalias. A inteligência artificial será encarregada de ativar os instrumentos.

Ele então descreveu como uma câmera de alta velocidade será usada para registrar alvos em movimento rápido. Usando um analisador de espectro de campo amplo, eles esperam detectar modificações na luz emitida pela anomalia para extrapolar informações sobre o objeto, como no efeito Zeeman . As câmeras serão posicionadas a 1 km uma da outra para permitir a triangulação, que determina a distância até a anomalia. Ele concluiu sua apresentação explicando como cada instrumento permitia que todo o sistema construísse camadas de dados que pudessem ser correlacionadas posteriormente, permitindo a identificação dos vários fenômenos conhecidos que ocorrem acima do vale de Hessdalen.

Questionado pelo The Debrief se planejava determinar se câmeras de alta velocidade poderiam melhorar a gravação de UAP em movimento rápido, ele respondeu que realmente planeja fazê-lo, pois acreditava que tais velocidades “são reais” usando câmeras de alta velocidade em modo grande angular. Com o objetivo de gravar de 1.000 a 5.000 quadros por segundo, ele esperava gravar objetos saltando de um ponto a outro no céu entre os quadros. Adicionado a outros instrumentos que analisam a distância da anomalia, a velocidade da anomalia pode ser calculada. Ele acrescentou que se uma velocidade atingir 10 (Mach 30) a 60 km/s (Mach 180), um efeito Doppler pode ser detectado pelo analisador de espectro, confirmando os cálculos de velocidade em vetores específicos.

Seguiu-se Peter Reali, da Coalizão Científica para Estudos da UAP. Ele apresentou uma análise do chamado vídeo “ Pato de Borracha ”, filmado pelo Departamento de Segurança Interna em novembro de 2019. O vídeo tem 30 minutos de duração e foi filmado de um avião depois que o objeto foi visto cruzando a fronteira mexicana.

Entre os principais pontos abordados em sua apresentação, Reali disse:

  • O objeto não mostra meios visíveis de propulsão nem assinatura de calor relacionada ao que um motor poderia produzir;
  • É estruturado;
  • Mostra movimentos específicos;
  • Parece ser mais frio que o ambiente ao redor;
  • Parece ser feito de 2 partes diferentes que podem ser ligadas por uma corda muito fina que às vezes parece quase invisível.
  • Não emite luz, mas move-se contra o vento.

Contando com a experiência de David Falch como técnico da FLIR em nível de depósito, ele e Reali conseguiram extrair informações do visor da FLIR, permitindo-lhes calcular a distância até o objeto e sua velocidade. Depois de calcular sua altitude, eles poderiam estimar a velocidade do vento. Devido à refletividade da luz, eles conseguiram deduzir que o objeto era metálico. Com todas essas pistas, eles removeram balões de mylar, aviões e drones como possíveis causas.

Além disso, o objeto supostamente tinha uma velocidade maior que a velocidade do vento calculada em todas as altitudes possíveis, sugerindo que ele era realmente capaz de se autopropulsionar na atmosfera. Finalmente, usando o ângulo Beta da câmera, eles estimaram o tamanho do objeto em menos de 9 pés (2,7 m), e Peter Realli concluiu categorizando o objeto como anômalo por natureza, a única explicação convencional restante sendo um fenômeno natural desconhecido. 

Quando ele foi questionado pelo The Debrief se o “Pato de Borracha” poderia ser um assunto adequado para o novo projeto de estudo de intenção da SCU , ele respondeu que, em sua opinião, as avaliações humanas das intenções da UAP são inerentemente antropocêntricas e que podemos não ser capazes de para entendê-los. Ele pessoalmente acha que a inteligência potencial por trás do UAP parece quase completamente desinteressada em assuntos humanos e pode estar envolvida em operações com motivos que ainda não discernimos claramente.

O palestrante seguinte foi o astrônomo e cientista de dados Dr. Jacques Vallée . Sua apresentação foi sobre a estimativa da potência óptica produzida pelo UAP. Ele listou uma série de casos. Um deles foi um relatório de pilotos canadenses de 27 de agosto de 1966, acima de Alberta. Uma hora antes do pôr do sol, eles se aproximaram de uma grande nuvem de tempestade quando o piloto na 2ª posição notou uma luz bem definida em forma de disco abaixo do avião e acima das nuvens, mais brilhante que a luz do sol.

Uma fotografia tirada pelo piloto foi analisada pelo Dr. Bruce Maccabee , que estimou que a potência necessária para atingir essa quantidade de luz era equivalente a 2.500 megawatts, o que equivale a uma usina nuclear típica. Dr. Vallée então descreveu outros casos ao redor do mundo e concluiu sobre a necessidade de realizar pesquisas científicas sobre o assunto em escala internacional.

Durante as perguntas de acompanhamento, o Debrief perguntou ao Dr. Jacques Vallée se tal quantidade de potência óptica poderia ser causada por sistemas de comunicação, aparelhos de propulsão ou exaustão de energia em excesso. O Dr. Vallée enfatizou que eles estavam apenas estimando a saída de energia na faixa visível, pois eram os únicos dados disponíveis. Ele acha que provavelmente estamos perdendo muitos dados suplementares úteis, sugerindo que as emissões em comprimentos de onda não visíveis – se obtidas em uma circunstância futura – podem ser capazes de fornecer informações adicionais sobre a produção total de energia do UAP observado.

(Crédito: Jacques Vallée).

Referindo-se a um artigo recente  no  The Debrief dos jornalistas Ralph Blumenthal e Leslie Kean, Vallée acrescentou que “nos últimos dias, aprendemos sobre denunciantes nos Estados Unidos, especialmente um homem altamente qualificado, que se apresentou e revelou que várias embarcações foram garantidas nos Estados Unidos e provavelmente em outros países também. Então a análise desses objetos, como esperamos aprender mais sobre eles, vai nos trazer algumas respostas para essa questão.”

“Espero que as pessoas que possuem esses objetos já tenham experimentado essa gama de energia e assim por diante”, acrescentou Vallée. “São coisas acessíveis.”

“Acho que a grande questão que isso [apresenta] é o quão relevante é o tipo de pesquisa que fizemos até agora, se agora há uma dúzia de naves intactas em nosso Hangar em algum lugar dos EUA, ou em algum outro lugar provavelmente em vários países . E a resposta, eu acho, ao ouvir este seminário parece ser que há algumas coisas que não precisamos mais fazer se realmente possuirmos um OVNI real.”

Vallée continuou, estendendo a mão aos supostos programas secretos de recuperação de naves avançadas.

“Existem muitos dos estudos que fizemos até agora que podem ser estendidos para ajudar as pessoas que trabalham no domínio altamente classificado e aparentemente ainda não chegaram a um avanço, então acho que a comunidade científica, como está representado aqui, tem um grande papel a desempenhar. Não apenas em termos de alcance de energia e características de voo, mas em termos de todas as outras questões que vão desde os materiais até o suporte de vida, talvez até as entidades que foram descritas como pilotos vivos com esses objetos.”

Luc Dini, presidente do comitê 3AF – Sigma 2, Engenheiro Aeronáutico graduado e ex-engenheiro militar, seguiu com uma apresentação sobre assinaturas ópticas UAP, elaborada com o Dr. Joel Deschamps do National Office for Aerospatial Research ( ONERA ) . Depois de explicar o papel do Sigma 2 como um grupo de especialistas, ele abordou a variedade de aparências (esferas luminosas, objetos estruturados, etc.) e comportamentos (velocidade muito alta, vôo estacionário) associados ao UAP.

Ele então descreveu o comportamento físico básico da luz na atmosfera, compondo em sua assinatura a fonte, a interação com a atmosfera e a dispersão da luz na superfície do objeto. Ele então insistiu que a interação com a atmosfera tinha um efeito enorme na assinatura específica de uma fonte de luz, daí a necessidade de ter um alcance estimado para realizar uma análise óptica. Ele então mostrou como as imagens IR eram contra-intuitivas para o olho destreinado, pois os objetos se tornam uma fonte de luz e os reflexos refletem a temperatura do ambiente, não do objeto em si.

Ele então deu alguns exemplos onde UAP mudam suas formas. Ele explicou que eles também são capazes de voar tanto em formação cerrada quanto sozinhos antes de explicar como o plasma poderia explicar alguns casos de UAP, total ou parcialmente, atuando como uma casca externa em alguns casos. Ele também mostrou como, em alguns casos, a hipótese do plasma foi proposta erroneamente, com a análise infravermelha básica mostrando um objeto convencional, como no caso do puma chileno. Ele então listou todos os casos de plasma natural e artificial e sua assinatura óptica específica.

Ele concluiu que, para identificar um UAP, era necessário primeiro identificar seu alcance, velocidade e trajetória para remover os meteoritos das possíveis causas. Ele acrescentou que a insensibilidade à aceleração e as medições Doppler podem ser usadas para consolidar os dados. Finalmente, ele sugeriu o uso de uma câmera UV para cancelar a luz do sol no fundo de uma imagem para gravar apenas UAP atuando como fontes UV.

O último palestrante foi Kevin Knuth , cientista principal da  UAPx  e editor-chefe da revista Entropy MDPI. Sua apresentação considerou modalidades de imagem e anomalias ópticas UAP. Ele começou a explicar como os vários tipos de câmeras conseguiram registrar uma parte específica do espectro eletromagnético, desde a câmera infravermelha até a câmera ultravioleta, com câmeras de luz visível no meio. No final do espectro, relógios cósmicos e detectores de partículas podem registrar radiações de energia muito alta, como raios gama.

Em seguida, ele explicou detalhadamente como funciona uma câmera FLIR, marcando a diferença entre câmeras infravermelhas baseadas em smartphones e FLIR dedicadas. Ele então mostrou o exemplo de um UAP filmado em infravermelho seguindo um avião a jato, e gravado por 2 câmeras diferentes, na forma de um trevo de três folhas, a uma temperatura de -60 graus Fahrenheit (-50°C).

Knuth também mostrou como as câmeras registravam comprimentos de onda específicos da luz com várias eficiências. Além disso, disse ele, se uma câmera de alta velocidade pode capturar alvos em movimento rápido, uma câmera de longa exposição permite o rastreamento da trajetória de um objeto luminoso.

Outro problema de imagem UAP vem do tipo de lente equipada na câmera. Lentes super telefoto podem capturar um alvo distante, mas requerem estabilização e possuem apenas um campo de visão muito estreito. Ele então explicou como o uso de um filtro polarizador na luz visível em uma câmera poderia revelar a presença de um enorme campo magnético ao redor de um alvo, criando anéis de Faraday na imagem.

Em seguida, ele mostrou como a grade de difração permite ao operador transformar uma câmera em um espectrômetro básico. Ele acrescentou que, se você quisesse um espectro real da luz da espectroscopia, precisaria de um espectrômetro real, mas também de um telescópio dedicado para enviar a luz ao espectrômetro por meio de um cabo de fibra óptica.

Mesmo com essa desvantagem, quando perguntado pelo The Debrief qual seria o melhor instrumento para registrar dados de um UAP, ele respondeu que a espectrometria ainda seria a melhor ferramenta, pois forneceria muito mais informações do que apenas a temperatura. De acordo com Knuth, sob certas condições, a espectrometria pode fornecer informações sobre recursos, incluindo:

  • O ambiente ao redor do OVNI ou o equipamento nele;
  • Uma estimativa da temperatura;
  • Desvios Doppler;
  • Velocidades;
  • Os elementos envolvidos nas luzes do objeto;
  • Quer seja ionizado;
  • A presença de uma bainha de plasma.

O perfil de luz criado pelo analisador de espectro pode então ser completamente explorado para fornecer muitas informações sobre a fonte de luz.

Acrescentou que tem recebido constantemente imagens de UAP que são pontos de luz fotografados em luzes visíveis com a câmera de um smartphone, mas que, infelizmente, não há nenhuma informação interessante para extrair disso.

Ele então mostrou imagens do incidente do Aguadilla UAP, explicando que ainda havia fenômenos estranhos que eram inexplicáveis ​​quando um UAP foi filmado em infravermelho. Ele demonstrou como alguns UAP parecem se dividir e se juntar novamente, aumentando o embaçamento da filmagem. Ele explicou que sua causa era a multiimagem, um artefato óptico que cria todos os tipos de imagens espelhadas ao redor do objeto. Ele então mostrou como um campo de distorção pode aparecer ao redor dos objetos, distorcendo as linhas atrás do objeto e contribuindo para o desfoque das imagens do UAP. A fonte do campo de distorção é desconhecida, possíveis explicações sendo uma diferença térmica nas camadas de ar e campo gravitacional.

Ele então acrescentou que o UAP geralmente parece mais frio que o ambiente, o que é bastante difícil de explicar, pois todo motor produz calor.

Knuth concluiu que era possível usar satélites Sentinel 2 para capturar aviões em vôo, mas obter cobertura de satélite não é fácil e ainda menos recursos estão disponíveis à noite devido ao tempo de download do satélite. Ele acrescentou que um disco de 12 pés atualmente pode ser facilmente observado com satélites de nível comercial do espaço, mostrando um experimento que ele conduziu.

A discussão prosseguiu com um painel de debate entre todos os especialistas presentes no encontro sobre as melhores estratégias de registo de dados UAP ao nível dos estudos científicos peer-review e as várias origens tecnológicas que podem explicar as assinaturas óticas.

A reunião terminou com uma emocionante declaração de encerramento de cada colaborador, todos felizes com esta rara oportunidade de encontrar seus colegas e apresentar suas pesquisas sobre UAP – um tema que ainda é malvisto, embora desenvolvimentos recentes possam ajudar a facilitar a conversa e permitir mais pesquisas para ser falado em outros fóruns públicos.

A conferência está disponível online , cortesia do site da 3AF.

Baptiste Friscourt é um instrutor certificado de artes visuais baseado na França. Ele é o apresentador do Canal do Youtube do Explorer Lab, que se concentra nas fronteiras da ciência. 

FONTE: The Debrief

Fonte: https://bancodedadosufologicosecientificos.wordpress.com/2023/06/29/astronomos-cientistas-e-especialistas-se-reuniram-em-paris-na-franca-para-estudar-fenomenos-aereos/?fbclid=IwAR1L-sjYB--UYon0CCRSGOKOcjb5D98UoIxGWKbu046rFsLKkw5NTX7Pf9g