quarta-feira, 23 de agosto de 2023

Histórico: Índia torna-se a primeira a pousar nave espacial com sucesso no polo sul da Lua

A aterrissagem bem-sucedida do módulo de pouso da missão Chandrayaan-3 na Lua ajudará as missões lunares de outros países no futuro, afirmou o primeiro-ministro indiano

Chandrayaan-3 pousando na Lua Chandrayaan-3 pousando na Lua (Foto: Reprodução/YouTube)

Sputnik – A Índia se torna a primeira no mundo a pousar com sucesso uma espaçonave – módulo Chandrayaan-3 com um rover lunar a bordo – no Polo Sul da Lua, de acordo com imagens transmitidas pela Organização Indiana de Pesquisa Espacial (ISRO) na quarta-feira.

A missão lunar da Índia foi lançada em 14 de julho e entrou na órbita lunar em 5 de agosto. A estação realizará várias manobras para se aproximar da Lua até que sua órbita diminua para 100 quilômetros (62 milhas) da Lua. O módulo de pouso do Chandrayaan-3, Vikram, separou-se da estação em 17 de agosto e realizou duas operações para diminuir sua órbita.

A aterrissagem bem-sucedida do módulo de pouso da missão Chandrayaan-3 na Lua ajudará as missões lunares de outros países no futuro, afirmou o primeiro-ministro indiano. Modi expressou confiança de que todos os países do mundo, incluindo o Sul Global, são capazes de alcançar tais resultados.

O Chandrayaan-3 implantou seu módulo de aterrissagem Vikram na manhã de quarta-feira, que pousou com sucesso perto do Pólo Sul da Lua. Além disso, Vikram trouxe um rover chamado Pragyan com uma duração de bateria de 14 dias terrestres ou um dia lunar. O pouso bem-sucedido faz da Índia o quarto país a chegar à Lua, depois dos Estados Unidos, da União Soviética e da República Popular da China.

Fonte: https://www.brasil247.com/mundo/historico-india-torna-se-a-primeira-a-pousar-nave-espacial-com-sucesso-no-polo-sul-da-lua

 

terça-feira, 22 de agosto de 2023

Ufólogos do Brasil: Prof. Athayde

Ufólogos do Brasil: Prof. Athayde

O terceiro ufólogo a constar na lista de meu blog, fazia Valée comer nicuri embaixo de imbuzeiro, (rsrs). Um dos primeiros ufólogos do Brasil, referência mundial em casuística ufológica. Sem sombra de dúvidas na lista dos 10 maiores ufólogos nacionais e entre os maiores do mundo. Suas entrevistas exalavam humildade, nordestino, exímio pesquisador, presidente e fundador da CPU, da "gema" da ufologia brasileira, máximo respeito ao referir-me a ele... O nome do "monstro" chamava-se: Reginaldo de Athayde.


Ele foi uma das figuras mais renomadas e estimadas no campo da ufologia brasileira, e referência mundial na casuística ufológica. Detentor de um conhecimento ufológico de dar inveja.

Há sete décadas atrás, ele estabeleceu o Centro de Pesquisas Ufológicas (CPU), no qual ocupou a posição de presidente até seu falecimento. Athayde também fez parte da Comissão Brasileira de Ufólogos (CBU), da Direção do Centro Brasileiro de Pesquisas de Discos Voadores (CBPDV) e foi diretor estadual da Mutual UFO Network (MUFON) nos Estados Unidos. 

No nordeste, investigou ocorrências relevantes como os incidentes em Quixadá e Baturité, entre inúmeros outros. Grande parte das suas investigações foi divulgada pela Revista UFO, na qual Athayde atuou como coeditor por um período de 25 anos. 

Os diversos talentos de Athayde o conduziram a tornar-se membro da Associação Cearense de Imprensa (ACI) e da Academia de Letras Municipais do Estado do Ceará (Almece).

O escritor também era um conferencista requisitado em assembleias onde se debatia a ufologia, sendo especialmente notável no Encontro Global de Ufologia, realizado em Brasília (1997). Em termos profissionais, atuava como farmacêutico e representante de vendas em sua localidade, onde desfrutava de uma extensa reputação e prestígio.

Inabalável investigador dos aspectos impactantes do Fenômeno UFO, estava engajado em um notável trabalho na defesa de suas polêmicas teorias - incluindo a ideia de que parte dos nossos visitantes possivelmente tinha intenções hostis em relação aos humanos - antes de ficar doente, apesar da sua avançada idade.

Tendo acumulado quase 400 artigos publicados em seu histórico - a maioria deles sobre Ufologia. Ele também serviu como correspondente para diversas organizações e publicações focadas em Ufologia, como a revista francesa Lumières Dans La Nuit.

O CPU o qual ele fundou, teve seu início em 9 de abril de 1959 e sobreviveu até seu falecimento. Inicialmente, começaram com a sigla ACEAOANI - Associação Cearense de Amigos de Objetos Ainda Não Identificados. No entanto, após cinco anos, optaram por mudar para CPU – Centro de Pesquisas Ufológicas – devido à extensão da sigla anterior. Atualmente, é referido como o Centro de Pesquisas Ufológicas do Ceará.

Durante décadas, o professor Atahyde explorou o sertão nordestino em busca de indícios relacionados à fenomenologia OVNI, e suas descobertas foram abundantes.

Desde 1950, Reginaldo de Athayde desvendou um perturbador segredo nos estados do Nordeste, onde se concentram casos impactantes da ufologia nacional.

Com sua vasta experiência como ufólogo, conferencista dedicado e escritor, Athayde, que era defensor da ideia dos ETs hontis, continuou em busca de respostas para a violência extraterrestre infligida a pessoas humildes e carentes que habitavam regiões remotas e áridas.

Outros pesquisadores de diversas partes do mundo também ficaram perplexos ao conhecer a assombrosa casuística do Nordeste. Athayde, no entanto, os recebeu calorosamente ao longo de décadas, guiando-os em explorações pela região do agreste, apresentando-os às vítimas dos encontros com extraterrestres. 

Ufólogos renomados como Jacques Vallée, Bob Pratt e Claude Raffie levaram consigo a impressão de que nossos visitantes alienígenas podem estar longe de serem os irmãos cósmicos benevolentes e compreensivos, como é desejado pela vertente mística da ufologia. 

Nos últimos anos, o extenso e impressionante trabalho de Athayde ultrapassou fronteiras, sendo publicado em revistas especializadas em ufologia de diversos países. Ele comentou: "Finalmente, a importância dos relatos de nossa região está sendo reconhecida." Era algo há muito esperado! 

Assim, Athayde lançou Seu livro de estreia; "Para Além da Imaginação", apresentando uma abordagem inovadora em relação ao Fenômeno UFO, descrevendo deliberadamente 20 eventos ufológicos em formato de contos, visando suscitar emoções no leitor. No campo da ufologia, após acumular quase 400 trabalhos publicados em periódicos e revistas locais, sua segunda obra foi: "Extraterrestres, Santos e Seres do Além no Sertão do Sol". 

A obra apresenta um olhar franco e direto sobre a casuística ufológica da região Nordeste. O autor ressalta: "É impossível não se emocionar ao ler os relatos de pessoas simples do campo que foram perseguidas, atacadas e até mesmo feridas por extraterrestres." Com efeito, raramente se encontra em qualquer parte do mundo, casos ufológicos com uma carga emocional tão intensa quanto aqueles pesquisados por Athayde.

"Extraterrestres, Santos e Seres do Além no Sertão do Sol" é uma representação contundente e diversificada do que acontece além das belas praias das capitais nordestinas. É no sertão árido e faminto que vivem indivíduos reais, com cicatrizes e marcas que denunciam agressões mais intensas do que as deixadas pelo descaso de governos sucessivos. 

Essas cicatrizes são causadas por objetos que se assemelham a "bolas de fogo", "tochas flamejantes" ou "aparelhos misteriosos", conforme relatado pelas vítimas. Do outro lado do espectro, os encontros que inspiram religiosidade nos nordestinos envolvem figuras radiantes e brilhantes descritas como emissárias do paraíso, muitas vezes surgindo em situações inusitadas.

"Coletar esses casos é uma tarefa que requer extrema perseverança", afirmava Athayde. 

No Nordeste, a abordagem de ufologia de gabinete simplesmente não é viável. Para compreender o que ocorre no sertão, é necessário percorrer muitas estradas e trilhas, nem sempre levando a respostas definitivas sobre as verdadeiras intenções dos visitantes extraterrestres. 

De qualquer maneira, a busca do autor demorou de chegar ao fim, como ele mesmo declarava: "Continuarei investigando e buscando casos até que possa entender as motivações por trás das visitas extraterrestres". Prof. Atahyde faleceu em 13 de outubro de 2014, em Fortaleza-CE, deixando um grande vazio na ufologia séria e investigativa.

Abaixo deixo uma reportagem com o professor Atahyde, onde ele aborda o Caso Barroso, um fatídico Caso que ocorreu na região do nordeste: 

 Referências:

http://biografiaufologos.blogspot.com/2006/04/reginaldo-de-athayde-in-memoriam-foto.html?m=1h

ttps://forquilhaontemhojeesempre.blogspot.com/2014/10/a-noticia-do-falecimento-do-ufologo.html?m=1

Fonte:  https://www.ovniologia.com.br/2023/08/ufologos-do-brasil-prof-athayde.html?m=1

Ufologia: discos voadores no Ceará

segunda-feira, 21 de agosto de 2023

Índia divulga imagens do lado oculto da Lua antes de pouso de missão

Módulo de aterrissagem Vikram, que transporta o rover Pragyan, tem sua aterrissagem prevista para o dia 23 de agosto

Missão lunar indiana Chandrayaan-3
Missão lunar indiana Chandrayaan-3 (Foto: ISRO)

247 - A agência espacial da Índia compartilhou nesta segunda-feira (21) imagens do lado oculto da Lua, enquanto sua terceira missão lunar busca por um local seguro de pouso na pouco explorada região do polo sul. As capturas foram realizadas pelo módulo de aterrissagem Vikram, da missão Chandrayaan-3, que entrou na fase final de sua missão na última quinta-feira. Vikram, que transporta o rover Pragyan, tem sua aterrissagem prevista para o dia 23 de agosto.

O anúncio da ISRO veio após a agência espacial russa confirmar no domingo que a própria missão lunar de Moscou, Luna-25, foi perdida após um incidente durante as manobras pré-aterrissagem. A Chandrayaan-3 tem a expectativa de pousar na região polar sul da Lua, que também era o destino pretendido para a missão Luna-25. Nenhum outro país conseguiu realizar um pouso suave no polo sul lunar, que acredita-se conter depósitos de gelo com um valor significativo para explorações futuras. >>> Sonda russa Luna-25 choca com a Lua e se destrói, diz Roscosmos

Missão Chandrayaan-3:  Aqui estão as imagens de área lunar distante capturadas pela câmera de detecção e prevenção de perigos de pouso (LHDAC). Esta câmera  que auxilia na localização de uma área de pouso segura -- sem pedregulhos ou trincheiras profundas -- durante a descida é desenvolvida pela ISRO no SAC https://sac.gov.in #Chandrayaan_3

Os cientistas por trás da terceira missão da Índia têm destacado que a Chandrayaan-3 aprendeu com os fracassos da segunda missão, a Chandrayaan-2, em julho de 2019, que não conseguiu pousar suavemente na Lua e acabou colidindo durante o pouso.

De acordo com S. Somanath, presidente da ISRO, a espaçonave da segunda missão utilizou cinco motores para reduzir sua velocidade, e esses motores desenvolveram um empuxo maior do que o esperado. "Todos os erros foram se acumulando, e isso foi mais alto do que esperávamos. A espaçonave teve que fazer viradas muito rápidas. Quando começou a virar muito rápido, sua capacidade de virar foi limitada pelo software, porque nunca esperávamos que taxas tão altas ocorressem. Esse foi o segundo problema", disse o chefe da ISRO à PTI no mês passado. A terceira razão para o fracasso foi o local de pouso identificado, de apenas 500 m x 500 m. "A espaçonave estava tentando chegar lá aumentando a velocidade. Ela estava quase perto do chão e continuava aumentando a velocidade", explicou Somanath.

A missão lunar de 2023 da Índia partiu da Terra em 14 de julho. Enquanto estava a caminho da Lua, a sonda tirou muitas fotos. Em 18 de agosto, a ISRO compartilhou a imagem do módulo de propulsão de voo livre da Chandrayaan-3. Antes disso, as imagens da Lua foram capturadas pela Câmera de Detecção de Posição do Lander (LPDC). Enquanto isso, a Índia anunciou que lançará o primeiro observatório espacial indiano para estudar o Sol, chamado Aditya-L1, no próximo mês.

Fonte:  https://www.brasil247.com/mundo/india-divulga-imagens-do-lado-oculto-da-lua-antes-de-pouso-de-missao

 

Aeroclube de Garibaldi terá Centro de Estudos Ufológicos para investigar fenômenos do céu

A ideia dos idealizadores é que o espaço comporte uma biblioteca e seja utilizado para vigílias, além de reuniões e cursos sobre o assunto

Alana Fernandes

Alana Fernandes

Acervo Aeroclube de Garibaldi / Divulgação
O local, segundo o presidente do aeroclube, é muito apropriado para a implantação do Centro , pois é alto, aberto e não tem a interferência das luzes da cidade

Está em fase bem avançada a implantação do primeiro Centro de Estudos Ufológicos (CEU) da Serra Gaúcha, localizado em Garibaldi. O CEU funcionará junto ao prédio do aeroclube da cidade, no bairro Alfândega, em uma sala própria. A ideia dos idealizadores é que o espaço comporte uma biblioteca e seja utilizado para vigílias, além de reuniões e cursos sobre o assunto — estas duas últimas ações, no entanto, dependem do andamento da pandemia e da liberação de atividades em grupo. A intenção é que entusiastas da ufologia da região tenham um espaço adequado para compartilhar e documentar relatos sobre luzes, objetos não identificados no céu e tantas outros fenômenos que cercam este campo de estudos. 

O local, segundo o presidente do aeroclube, Artur Sartori Habercamp, é muito apropriado para a implantação do Centro de Estudos Ufológicos, pois é alto, aberto e não tem a interferência das luzes da cidade. Ele conta que a ideia surgiu após conversas com pilotos e associados da entidade que já presenciaram avistamentos durante seus voos. 

— Um associado colocou um relato e algumas pessoas ficaram fazendo chacota, algo normal para o tema. Eu chamei ele no particular e começamos a desenvolver e falar sobre. Daí fomos criando um grupo com o objetivo de nos encontrarmos, porém, a pandemia não proporcionou esta oportunidade ainda. Nós temos muitos relatos de avistamentos, casos de contatos diretos, principalmente, no interior nos anos de 1950 e 1970. Acredito que já tivemos muitos fenômenos — explica Artur. 

O presidente do aeroclube conta que a ideia foi ainda mais amadurecida depois que ele foi passar o verão no litoral e conheceu o trabalho desenvolvido no Centro de Estudos Ufológicos do Litoral Norte do Rio Grande do Sul, localizado em Cidreira e inaugurado em outubro do ano passado.

— Conversei com o Daniel (Christian de Souza, um dos idealizadores do CEU de Cidreira), conheci o projeto, me identifiquei muito com ele, com a visão, não só ufológica, mas da nossa história em si e aí decidimos trazer para cá. A data de inauguração ainda está indefinida por causa da pandemia. Atualmente, estamos mobiliando a sala, através de doações e com recursos dos próprios entusiastas. Nossa missão é trazer conhecimento, dentro das nossas possibilidades, seja astronômico, seja ufológico — detalha. 

As instalações do CEU Serra Gaúcha ocuparão o terceiro andar e o terraço do aeroclube, o que permite um bom ambiente para futuras captações de imagens do céu e de possíveis fenômenos que serão estudados pelo grupo.

— Queremos trazer turistas para as regiões, criar palestras nos períodos de baixa temporada, auxiliar no turismo também. Queremos ser o local onde a pessoa possa vir e contar suas experiências, sem ser ridicularizada — finaliza o presidente do aeroclube.

Jefferson Botega / Agencia RBS
CEU de Cidreira foi inaugurado no ano passado meses depois de uma série de avistamentos no Litoral Norte

Projeto é inspirado em centro de estudos do Litoral Norte

O Centro de Estudos Ufológicos (CEU) da Serra Gaúcha, localizado em Garibaldi, servirá como uma extensão do projeto que já é realizado no litoral desde outubro do ano passado. Implantado dentro da área do Lagoa Country Club, em Cidreira, o Centro de Estudos Ufológicos do Litoral Norte do Rio Grande do Sul foi criado logo após uma série de avistamentos nos céus da região em junho do ano passado.  

— Já tinha passado da hora de ter um centro de ufologia aqui. Ao mesmo tempo, cresceu no mundo todo o debate sobre a existência desses fenômenos. A tendência agora é que o assunto ganhe uma relevância muito maior, ainda mais com a extensão para a Serra gaúcha, que é uma região muito rica de histórias — diz o escritor e músico Daniel Christian de Souza, idealizador do CEU de Cidreira e que estuda estes fenômenos há mais de duas décadas. 

Souza conta que a partir da implantação do centro de estudos do litoral, começaram a surgir novos relatos de moradores, que são discutidos e avaliados pelos integrantes do grupo. 

— Um centro de ufologia é um local que reúne pessoas que entendem e pessoas que querem entender sobre o assunto. Assim, vamos unir esses conhecimentos para chegar a uma explicação mais plausível possível sobre estes fenômenos. Mas cada centro tem suas metodologias. Nosso caso é mais científico. Inclusive, enviamos nossos materiais para peritos que estão espalhados pelo país para analisar imagens e tudo mais. A intenção, agora, é formarmos nossos peritos para que sejamos autônomos nas nossas investigações — explica o idealizador. 

O desejo em um futuro próximo, segundo Souza, é adquirir materiais como drones, câmeras, lunetas e telescópios para ter a melhor qualidade de imagem que será analisada pelos peritos.

— O grande segredo da ufologia, para mim, é que o fenômeno nos pega de surpresa. Por isso, as imagens são ruins ou se perde muita coisa. Então queremos ter todo o material possível, sim, e estarmos preparados. Até câmeras gravando 24 horas, por que não? — avalia o pesquisador.

Fonte:  https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/geral/noticia/2021/06/aeroclube-de-garibaldi-tera-centro-de-estudos-ufologicos-para-investigar-fenomenos-do-ceu-ckpsokkey007701801eqv5fui.html

 

"É apenas questão de tempo até que consigamos descobrir vida extraterrestre", diz ufólogo

Ex-funcionário do Ministério da Defesa do Reino Unido, onde integrava o departamento de estudos oficiais de objetos voadores não identificados, Nick Pope participou do UFO Summit Brazil, em Porto Alegre


Guilherme Justino

Guilherme Justino

Isadora Neumann / Agencia RBS
Nick Pope foi responsável pelo departamento de estudos oficiais de UFOs do Ministério da Defesa britânico

O britânico Nick Pope, 54 anos, é uma celebridade no mundo da ufologia: presença constante em programas sobre o assunto produzidos por emissoras como History Channel e National Geographic, seu rosto é conhecido por muitos dos que esmeram no estudo de objetos voadores não identificados (óvnis) e nas especulações sobre a existência de vida — inteligente, até, quem sabe — fora da Terra.

Trabalhando por 21 anos para o Ministério da Defesa do Reino Unido, sendo três desses anos à frente do departamento de estudos de UFOs (unidentified flying object, sigla em inglês para óvnis), o UFO Desk, mantido pelo governo britânico no início dos anos 1990 especialmente para o estudo desses fenômenos, Pope fala com propriedade sobre investigações, casos não resolvidos e até uma abertura maior dos países para a ideia de que nem tudo o que passa pelos céus do planeta pode ser explicado. Desde que deixou suas funções no governo, em 2006, ele se dedica a atividades como conferencista e radialista, sempre em produções sobre alienígenas.

Isadora Neumann / Agencia RBS
Plateia do evento em Porto Alegre

Na noite de terça-feira (19), Pope foi ovacionado por uma plateia que quase lotava um auditório no Hotel Embaixador, no Centro da Capital. Na ocasião, ele apresentou uma palestra na etapa de Porto Alegre do UFO Summit Brazil — que já passou por Recife e, na sequência, estará ainda em São Paulo e Curitiba. Antes da apresentação, ele concedeu a seguinte entrevista a GaúchaZH.

Com a experiência de quem trabalhou para o Ministério da Defesa do governo britânico, você identifica que fenômenos considerados ufológicos são mais vistos como ameaças em potencial ou como possibilidades de comunicação?
Tudo relacionado ao espaço aéreo era de nosso interesse. O governo quer saber de todos os objetos que estão voando. Pelo menos para ter conhecimento sobre a segurança aérea. Então nós realmente consideramos (como ameaças em potencial). É a mentalidade militar: considerar algo uma ameaça até que se possa mostrar que não é uma ameaça. É melhor ficar aliviado de não haver uma ameaça do que assumir que não há e, então, ser surpreendido. Não significa que pensamos que UFOs, o que quer que sejam, sejam maus ou hostis. É simplesmente que a filosofia militar é "estar preparado".

Você sabe de algum governo que de fato tenha trabalho no desenvolvimento de mecanismos de defesa contra possíveis extraterrestres? Ou a tentativa, se ao menos se pode considerar que há alguma, é de dialogar?
Bem, não há plano governamental para uma invasão alienígena. Nós precisaríamos adaptar planos de guerra existentes. Nos Estados Unidos, por exemplo, um plano de ação contra um ataque da Rússia ou da China teria de ser adaptado. Há algumas iniciativas científicas na tentativa de uma comunicação, geralmente envolvendo astronomia de rádio, na tentativa de enviar ou captar sinais, mas essas costumam ser iniciativas de cientistas, não de governos.

A qualquer momento, telescópios podem captar um sinal. E isso traz a questão: poderíamos entender esse sinal? Responderíamos? O que diríamos? Quem falaria pelo planeta Terra?

NICK POPE

ex-diretor do UFO Desk do Ministério da Defesa britânico

Pela minha experiência no Ministério da Defesa, nós não tínhamos 100% de certeza de que estávamos lidando com extraterrestres. Nós não sabíamos. A maior parte desses casos são de identificações errôneas. Mas não eliminávamos essa possibilidade, não poderíamos. Então é sensível, às vezes, pensar: "e se?". "E se isso for verdade, como vamos nos preparar?".

Oficialmente, não há iniciativas governamentais de comunicação com extraterrestres. Geralmente, quem toma a frente são os cientistas. E eles estão desenvolvendo o Square Kilometre Array (SKA), o maior telescópio do mundo capaz de captar ondas de rádio (no espaço). E há outros telescópios capazes disso. A qualquer momento, eles podem captar um sinal. E isso traz a questão: poderíamos entender esse sinal? Responderíamos? O que diríamos? Quem falaria pelo planeta Terra? Há muitas perguntas interessantes e controversas a respeito.

Isadora Neumann / Agencia RBS
Nick Pope foi ovacionado pela plateia presente no Hotel Embaixador, no Centro de Porto Alegre, para o UFO Summit Brazil

Tanto em sua atividade como ex-funcionário do governo britânico quanto na sua atuação na mídia, você deve ter conhecido muitas pessoas com histórias impressionantes e até, possivelmente, inacreditáveis envolvendo contato com vida extraterrestre. Quanto elas parecem invenção e quanto parecem verídicas?
Provavelmente entrevistei, tanto quando trabalhei no Ministério da Defesa quanto depois, milhares de pessoas que viram UFOs, e provavelmente centenas que garantiam ter tido contado direto. A maioria das pessoas está sendo completamente sincera. Claro que há um número pequeno de pessoas inventando histórias, um percentual de pessoas com algum distúrbio psicológico, mas a maioria genuinamente acredita que viu essas coisas e teve essas experiências.

No que diz respeito aos UFOs, eu sei, pelo meu trabalho, que a maioria das pessoas vai simplesmente estar identificando mal alguma coisa. Satélites, meteoros, aeronaves militares secretas, drones, coisas assim. Mas eu geralmente digo, e é uma das minhas citações favoritas sobre isso: "os céticos têm de estar certos todos os dias, mas aqueles que acreditam só precisam estar certos uma vez", porque só precisamos que um desses casos seja de extraterrestres. E aí teremos de reescrever a história. Reescrever aquilo que pensamos ser, como humanos. Qual o nosso lugar no cosmo.

Com todas as descobertas recentes sobre o universo, inclusive a divulgação constante de planetas potencialmente habitáveis fora do Sistema Solar, você nota que as pessoas têm tido uma tendência maior a acreditar que há vida inteligente além da Terra?
Quando eu era uma criança, nem tínhamos certeza de que havia outros planetas orbitando outras estrelas (como o Sol). Então agora, por causa de descobertas científicas como as que você mencionou, creio que há uma percepção, que está mudando... Uma expectativa muito maior de que é apenas questão de tempo até que consigamos descobrir vida extraterrestre. Ou que ela nos descubra.

Agora as pessoas mencionam quando isso vai acontecer, e não se vai acontecer. E a ciência é uma grande parte da mudança nessa percepção. Porque as pessoas sentem que estamos ficando mais e mais próximos de encontrar "outra Terra".

Quando aquele asteroide de forma engraçada, Oumuamua (que em havaiano quer dizer "mensageiro de muito longe que chega primeiro"), passou pelo Sistema Solar, um professor de Harvard disse: "eu acredito que isso é uma nave alienígena" (em novembro do ano passado, pesquisadores da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, publicaram um estudo com a tese de que Oumuamua seria uma sonda operacional enviada por uma civilização de outra galáxia). Bem, há 10 anos, nenhum professor teria ousado dizer algo assim. Todos ririam e pensariam que era loucura. E hoje isso é comentando, e não ridicularizado.

Provavelmente é apenas questão de tempo, um ano, talvez até apenas alguns meses, para que se confirme vida microbial — não vida inteligente — em Marte, ou em Europa (um dos quatro satélites naturais do planeta Júpiter), ou em Encélado (sexto maior satélite natural de Saturno), em algum lugar do nosso Sistema Solar. E claro que isso seria muito interessante, mas o que me interessa mais ainda é a possibilidade de encontrar outras civilizações.

Como você vê que a tecnologia mudou a maneira como as pessoas lidam com eventos potencialmente extraterrestres? Está mais fácil captar fenômenos ufológicos ou, por outro lado, ficou mais fácil desconsiderar alguns relatos?
O problema agora é quase que temos informação demais. Não há um dia que passe sem que tenhamos novos vídeos no YouTube, fotos na internet. E, claro, algumas são falsas. Mas, se há algumas verdadeiras, como saberemos? O melhor lugar para esconder um livro é em uma biblioteca. Mas temos, claro, pessoas levando celulares consigo; há mais e mais satélites por aí; jatos militares têm, por vezes, câmeras, e algumas dessas imagens nós vimos bem recentemente (em setembro, a Marinha dos Estados Unidos confirmou a autenticidade de vídeos do Pentágono que mostram objetos voadores não identificados). Eles não disseram o que são os objetos, mas...

Por causa de descobertas científicas (...), creio que há uma expectativa muito maior de que é apenas questão de tempo até que consigamos descobrir vida extraterrestre. Ou que ela nos descubra.

NICK POPE

ex-diretor do UFO Desk do Ministério da Defesa britânico

No período que trabalhou para o governo britânico, você teve alguma orientação de "esconder" casos de óvnis? Se isso tiver acontecido, você voltou a esses casos após deixar o posto?
Nós não escondemos nada, pelo menos não ativamente. Consistentemente, porém, minimizamos isso diante do Parlamento britânico, da mídia e do público. Talvez não tenhamos contado toda a história de como estávamos interessados e envolvidos no assunto. Mas, agora, a situação mudou. Nos últimos 11 anos, o governo britânico tem divulgado muitos arquivos ufológicos. E muitos fui eu que escrevi. É como ver meu passado voltar a mim. E essa, claro, é uma das razões pelas quais eu posso falar sobre isso. Não vou violar meu juramento de sigilo. Mas meus próprios ex-empregadores liberaram muitas dessas informações, e é aceitável que eu fale, como alguém que estava lá. Queríamos um governo mais aberto, mais liberdade de informação. O público tem o direito de saber.

E qual a participação do Brasil em todo esse cenário?
Minhas referências, no Ministério da Defesa (do Reino Unido), eram nacionais. No entanto, ficava atento ao que estava acontecendo ao redor do mundo. Estava ciente do caso de Varginha, do incidente de Colares e da Operação Prato. Então sabia que coisas interessantes estavam acontecendo no Brasil. Mas era muito difícil, para nós, considerar contato com o governo brasileiro. Porque nossa posição pública foi sempre de minimizar esse assunto. Contatar a embaixada seria contradizer o que dizíamos ao Parlamento. Olhando para trás, eu desejo que tivéssemos feito contato.

Fonte:  https://gauchazh.clicrbs.com.br/tecnologia/noticia/2019/11/e-apenas-questao-de-tempo-ate-que-consigamos-descobrir-vida-extraterrestre-diz-ufologo-ck37gix10037s01phmth1dmne.html

 

quarta-feira, 16 de agosto de 2023

Missão espacial russa Luna-25 entra na órbita da Lua e sistemas funcionam normalmente



Novo módulo russo chega na órbita lunar com sucesso. Segundo a empresa espacial estatal russa, todos os sistemas estão operantes.
O módulo de pouso automático Luna-25 da Rússia entrou na órbita do satélite natural da Terra pela primeira vez na história espacial pós-soviética do país, todos os sistemas estão funcionando normalmente, disse a empresa espacial estatal russa Roscosmos nesta quarta-feira (16).
"A estação automática Luna-25, criada na Sociedade de Pesquisa e Produção Lavochkin [parte da corporação estatal Roscosmos], entrou na órbita de um satélite artificial da Lua", disse a corporação em comunicado, acrescentando que todos os seus sistemas "estão funcionando normalmente e a comunicação com ele é estável."

Esta vai ser a primeira estação lunar russa em quase 50 anos. A Roscosmos afirmou que o trabalho científico da estação deve durar pelo menos um ano. A estação nacional anterior Luna-24 realizou sua missão em 1976.

Luna-25 vai ser a primeira estação a realizar um pouso suave em uma região circumpolar com terreno difícil. Todas as suas antecessoras pousaram na zona equatorial.
A aterrissagem da sonda no polo sul da Lua está planejada para 21 de agosto.
Rússia lança 1ª estação automática lunar em quase meio século  - Sputnik Brasil, 1920, 10.08.2023
Multimídia
Rússia lança 1ª estação automática lunar em quase meio século
 10 de agosto, 11:49
 
Fonte:  https://sputniknewsbr.com.br/20230816/missao-espacial-russa-luna-25-entra-na-orbita-da-lua-e-sistemas-funcionam-normalmente-29937636.html

 

sexta-feira, 11 de agosto de 2023

Aldeões peruanos estão sendo atacados por alienígenas blindados de mais de 2 metros



O povo indígena Ikitu afirma que seres extraterrestres com mais de dois metros estão lançando ataques contra a comunidade desde 11 de julho.

Faz apenas algumas semanas desde que o Congresso dos EUA realizou sua histórica audiência sobre OVNIs, e relatos de avistamentos alienígenas estão começando a se acumular.

Praia australiana e águas profundas, os últimos relatórios vêm de um distrito rural no nordeste de Lima, Peru, onde os moradores locais afirmam que estão sob ataque de alienígenas blindados de 7 pés de altura que se assemelham ao Duende Verde de Spider Man.

De acordo com relatos locais do povo indígena Ikitu, os extraterrestres ou “seres estranhos” – que têm cabeças grandes e olhos amarelos – vêm lançando ataques contra a comunidade desde 11 de julho, incluindo um incidente particular envolvendo uma menina de 15 anos que foi agarrado por trás em uma tentativa de sequestro. 

Acredita-se que os alienígenas em questão usem armaduras protetoras e sapatos redondos com uma luz vermelha no calcanhar; eles pairam acima do solo e voam para longe quando alvejados.

O distrito rural de Alto Nanay fica a 10 horas de viagem pelo rio da cidade mais próxima, Iquitos. Os moradores solicitaram a presença militar das autoridades – e embora a polícia e a marinha já tenham chegado à área, os moradores continuam a realizar patrulhas noturnas.

“Esses senhores são alienígenas. Eles parecem blindados como o duende verde do Homem-Aranha . Eu atirei nele duas vezes e ele não cai, mas se levanta e desaparece. Estamos assustados com o que está acontecendo na comunidade”, disse o líder comunitário Jairo Reátegui Ávila.

“Suas cores são prateadas, seus sapatos são redondos e com isso sobem. Eles flutuam um metro de altura e têm uma luz vermelha no calcanhar. Suas cabeças são longas... e seus olhos são amarelados. Com isso, eles te veem bem e vão embora. Eles são especialistas em escapar”, acrescentou. 

De acordo com a fonte de notícias local RPP Noticias, alguns moradores compararam as criaturas a peelacaras ou 'descascadores de rosto', criaturas míticas que extraem os órgãos de suas vítimas. Embora improvável, isso não impediu que os comentaristas online se apegassem à ideia – uma imagem falsa de um homem com o rosto arrancado está circulando no Twitter.

Outra teoria é que as criaturas são drones que circulam pela região, ligados ao tráfico de drogas e à violência de gangues. “Eles não podem ver seus rostos e seus corpos estão flutuando. 

Eles usam os braços para se equilibrar [ao voar], mas andam normalmente. Cada vez que chegamos, eles voam com a ativação de algo na sola dos pés. Eles têm rodas com luzes”, disse Reátegui Ávila.

Embora as chances de uma criatura alienígena descer à Terra em uma forma que reconhecemos como alienígena pareçam absurdas, a última rodada de avistamentos é estranha, para dizer o mínimo. 

Como as criaturas folclóricas, os alienígenas há muito representam símbolos do que não sabemos, ou ainda não temos o conhecimento para entender, então é razoável supor que há mais nessa história do que aparenta. 

Você só precisa olhar para relatos históricos de avistamentos alienígenas, como o incidente de Roswell e The Belgium Wave , para ver a relação entre esses relatórios e a intervenção militar – o mesmo vale para a tecnologia alienígena de origem não identificada. 

Então, talvez haja realmente homens prateados atacando os moradores locais à noite, ou talvez a resposta seja mais caseira. De qualquer maneira, à medida que o ufologia explora a cultura, podemos esperar ver muito mais histórias no horizonte. 

fonte: Dazeddigital

 
Fonte:  https://www.ovniologia.com.br/2023/08/aldeoes-peruanos-estao-sendo-atacados.html?m=1

 

segunda-feira, 7 de agosto de 2023

NOVO CÍRCULO NAS PLANTAÇÕES aparece e tem uma mensagem sobre a volta DE ...

Anunáqui

Anunáqui, cujo significado pode ser entendido como "descendência da realeza" ou "prole do príncipe" são um grupo de divindades sumérias, acádias e babilônicas. Os Anunáqui eram creditados como sendo descendentes de Anu, o deus sumério do céu, e sua consorte, a deusa da terra Ki.
NOVO CÍRCULO NAS PLANTAÇÕES aparece e tem uma mensagem sobre a volta DE ENKI líder dos Anunnakis!

sexta-feira, 4 de agosto de 2023

Conheça o disco voador russo para levar cargas

Vem aí o disco voador russo para levar grandes volumes de carga. Em breve, num céu perto de você.

O fabricante russo de dirigíveis Airship Initiative Design Bureau Aerosmena (AIDBA), também conhecido como Aerosmena , pretende lançar um dirigível com carga útil de 600 toneladas em forma de disco voador em 2024.

Originalmente liderado  pelo experiente projetista de aeronaves russo Orfey Kozlov (que infelizmente faleceu devido ao COVID-19 no ano passado), o dirigível de carga da empresa será capaz de realizar operações de carga e descarga no campo, independentemente da infraestrutura terrestre. Isso significa que não há necessidade de portos, estradas, aeroportos ou pistas. Ele ainda será capaz de pairar sobre o terreno e recuperar cargas usando um sistema de polias. 

“O transporte de mercadorias usando esse conceito é realizado de acordo com um esquema simples de porta em porta, o que ajudará a [reduzir] os custos de logística e depósitos”, disse o CEO da Aerosmena, Sergei V. Bendin.

Bendin também observa que o custo de uma hora de vôo usando o cargueiro Aerosmena seria muito mais barato que nos sistemas atuais. 

Design em forma de disco para pousos com vento cruzado mais fácil

Quanto ao formato de disco voador,  a Aerosmena diz que tornará o dirigível gigante mais fácil de manobrar e pousar em ventos laterais do que outros projetos de dirigíveis que usam uma forma de casco alongado mais tradicional.

Este projeto eficiente seria fundamental durante as missões de carga em áreas e terrenos de difícil acesso para aeronaves tradicionais. O dirigível pode ajudar a apagar incêndios florestais e entregar cargas úteis em terrenos montanhosos. 

O projeto do dirigível também inclui duas câmaras de gás para fornecer sustentação. Para o modelo de 600 toneladas, 620.000 metros cúbicos de hélio serão utilizados para flutuação praticamente “zero”. Uma grande cavidade cheia de ar aquecido a 200 graus Celsius (392 Fahrenheit) pela exaustão de oito motores de helicóptero será responsável por elevar a carga útil.

A Aerosmena planeja fazer diferentes modelos com diferentes capacidades variando de 20 a 600 toneladas e um alcance de até 8.000 km (4.970 milhas) atingindo velocidades de até 250 km / h (155 mph). 

Bendin diz que a empresa pretende construir primeiro a versão de 60 toneladas de seu dirigível, após o que “uma avaliação de engenharia de [seu] desempenho de vôo será realizada a fim de [então] criar plataformas aéreas com capacidade de carga de 200 e 600 toneladas. “

Bendin acrescentou que uma futura versão de passageiro seria até capaz de “viajar ao redor do mundo em condições de hotel voador de luxo”.

Se tudo correr bem, veículos de carga em forma de discos gigantescos poderão ser vistos em breve atravessando as grandes cidades. Especialmente considerando que a Aerosmena não é a única empresa trabalhando em aeronaves gigantes. Por exemplo, a empresa de dirigíveis do cofundador do Google, Sergey Brin, está desenvolvendo um  modelo enorme .

O projeto Aerosmena pode soar como um exagero nas promessas, mas talvez um dia todos estaremos de férias em todo o mundo em aeronaves semelhantes a OVNIs. Quem sabe? 

Fonte:  https://www.mundogump.com.br/conheca-o-disco-voador-russo-para-levar-cargas/

 

Abduções e visões em Quixadá: cidade do sertão cearense concentra relatos de contatos extraterrestres

Cidade registra casos emblemáticos relatados desde a década de 1960. Fenômenos astronômicos e acontecimentos da Guerra Fria também têm relação com a cultura de avistamento de óvnis.

Por Thaís Brito, g1 CE


Monólito que lembra a cabeça de um ET faz parte das teorias de que a cidade de Quixadá é um centro universal de recebimento de naves extraterrestres — Foto: Chico Javali/Arquivo Pessoal

Monólito que lembra a cabeça de um ET faz parte das teorias de que a cidade de Quixadá é um centro universal de recebimento de naves extraterrestres — Foto: Chico Javali/Arquivo Pessoal

“EU VI”. Em letras maiúsculas, estas duas palavras encerraram, no dia 14 de maio de 1960, a coluna da escritora cearense Rachel de Queiroz na revista Cruzeiro. A autora se referia a uma luz alaranjada que havia visto no dia anterior na companhia da irmã, do marido e dos trabalhadores da fazenda Não Me Deixes, em um distrito de Quixadá.

A escritora se considerava uma pessoa cética. E tinha o hábito de olhar para o céu. Um dos seus romances foi "As Três Marias" (1939), com uma história em que três amigas se inspiravam nas estrelas que formam o Cinturão de Órion.

Em 1960, ela chamou o que viu de objeto voador não identificado. Cercada por um “halo luminoso e nevoento”, a luz variava de intensidade, de velocidade e de aparência, sempre se deslocando no sentido horizontal. E sumiu depois de mais de dez minutos naquele início de noite.

“Pelo menos umas vinte pessoas estavam conosco, no terreiro da fazenda, e todas viram o que nós vimos. Trabalhadores que chegaram para o serviço, hoje pela manhã, e que moram a alguns quilômetros de distância, nos vêm contar a mesma coisa”, escreveu Rachel de Queiroz.Fazenda "Não me Deixes'', da família da escritora Rachel de Queiroz, fica situada no distrito Daniel de Queiroz, em Quixadá — Foto: TV Verdes Mares/Reprodução

Fazenda "Não me Deixes'', da família da escritora Rachel de Queiroz, fica situada no distrito Daniel de Queiroz, em Quixadá — Foto: TV Verdes Mares/Reprodução

Uma destas pessoas era o Paulo, que era morador da fazenda e tinha por volta de 20 anos. Antes de morrer, ele contou a história para Weliston Paiva, coronel da reserva da Polícia Militar, piloto de helicóptero e estudioso da ufologia no Ceará.

Segundo Weliston, o relato de Rachel de Queiroz e o “caso Barroso” foram os primeiros a trazer destaque a Quixadá, no sertão central do Ceará.

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Também serviram de inspiração para o roteiro do filme “Área Q”, de 2012. As filmagens deveriam ter sido feitas no Arizona, nos Estados Unidos. Produzido pelo cearense Halder Gomes, o longa foi trazido para Quixadá e teve histórias baseadas nos relatos da região.Desde 1973, 'caso Barroso' é emblemático entre os ufólogos brasileiros; um homem teve aposentadoria validada após efeitos de uma suposta abdução — Foto: Arquivo pessoal

Desde 1973, 'caso Barroso' é emblemático entre os ufólogos brasileiros; um homem teve aposentadoria validada após efeitos de uma suposta abdução — Foto: Arquivo pessoal

Como conta Weliston, o episódio de Francisco Barroso aconteceu em 3 de abril de 1973. O agricultor de 45 anos se deslocava na estrada da fazenda durante a madrugada quando foi atingido por um forte raio de uma nave alienígena.

Ele foi encontrado desacordado por um vaqueiro, que o levou de volta à fazenda. Após o contato, Barroso teve regressão mental.

"Ele veio a falecer como uma criança de um ano e seis meses. Com uma pele muito jovem, a pele dele não envelhecia. Ele comia, as pessoas botavam a comida na boca dele. Ele tinha muito medo também de pessoas com flash (de câmera). E veio gente do mundo todo, da Alemanha, do Japão, dos Estados Unidos. Tudo para acompanhar o caso dele”, recorda Weliston.

Desde a década de 1950, são inúmeros os relatos de avistamentos, abduções e outros contatos extraterrestres em Quixadá. Embora intrigantes, a resposta para alguns dos casos está na "epidemia dos discos voadores" em todo o mundo e no contexto político da Guerra Fria.

‘Alguma coisa tem sido vista’Psiquiatra e psicoterapeuta, o suíço Carl Gustav Jung publicou o livro "Um mito moderno sobre coisas vistas no céu". — Foto: Divulgação

Psiquiatra e psicoterapeuta, o suíço Carl Gustav Jung publicou o livro "Um mito moderno sobre coisas vistas no céu". — Foto: Divulgação

Uma personalidade que se preocupou com os frequentes relatos sobre discos voadores foi o psiquiatra e psicoterapeuta suíço Carl Gustav Jung. O fundador da psicologia analítica publicou o livro “Um mito moderno sobre coisas vistas no céu”, em 1958.

Jung não estava focado em refutar ou confirmar a existência dos óvnis. Ou em desdenhar de quem acreditava. Ele se voltava para o aspecto psíquico. "Alguma coisa tem sido vista", afirmou em entrevista à revista norte-americana Time em 1954.

O estudioso buscava ancorar na situação política da época os temores que levavam às percepções de um fenômeno sobrenatural relatado por várias pessoas.

Quem estudou este contexto e recorda a aproximação de Jung com o tema é o historiador Tácito Rolim, professor de História da Universidade Estadual do Ceará (Uece) no campus de Quixadá. Na pesquisa de mestrado em História Social, ele analisou notícias que circulavam no Ceará entre 1956 e 1959.

O pesquisador tinha um objetivo específico: investigar relatos sobre a suposta explosão de uma bomba atômica no Nordeste, descrita de forma muito breve em livro do historiador pernambucano Leôncio Basbaum.

Nesse caminho, encontrou nos jornais 48 relatos de acontecimentos estranhos e que causaram medo na população cearense: aparições de objetos luminosos, clarões, estrondos e tremores de terra.

"Em todo o estado do Ceará, você tinha esses episódios, principalmente de objetos luminosos. O importante é que estes foram fenômenos que aconteceram aqui no Ceará, mas que aconteceram também no mundo todo no final dos anos 50. Isso era um fenômeno mundial", destaca Tácito Rolim.

Na pesquisa, Tácito mostra que o período foi a "Era dos Discos Voadores". E traz dados do relatório do projeto Blue Book, da Força Aérea dos Estados Unidos, que compilou os relatos de pessoas que avistaram óvnis e também objetos voadores identificados entre 1947 e 1969.

Total de avistamentos de óvnis e objetos voadores identificados
De 1947 a 19691221221561561861862102101691691.5011.5015095094874875455456706701.0061.0066276273903905575575915914744743993995625628878871.1121.1129379373753751461461947194819491950195119521953195419551956195719581959196019611962196319641965196619671968196902505007501000125015001750
Fonte: Projeto Blue Book/Plataforma Vault/Site de Informações do FBI

Os dados incluem objetos que também foram identificados pelo governo. Desse total, restaram 701 avistamentos sem identificação ou explicação quando o projeto foi descontinuado, em 1969.

As pessoas estavam vendo alguma coisa nos céus, ouvindo explosões e estrondos, relatando fenômenos bizarros em suas cidades. Como aponta Tácito Rolim, os picos de avistamentos coincidem com a Guerra Fria e a corrida espacial entre os Estados Unidos e a antiga União Soviética.

A rivalidade envolvia as duas potências na pesquisa e no desenvolvimento de programas espaciais e nos testes de novas armas, como mísseis e foguetes.

É entre novembro de 1957 e novembro de 1958, por exemplo, que aparecem 75% dos relatos sobre objetos luminosos nos jornais cearenses. O período começa um mês depois do lançamento do Sputnik 1, o primeiro satélite artificial colocado em órbita pelos russos. O acontecimento foi crucial para a disputa dos dois países pela exploração do espaço.

Mas e o Ceará?

Mapa do livro "Largada para o infinito: história do Cabo Canaveral", de William Roy Shelton, mostra o Nordeste brasileiro perto da rota de mísseis lançados na Flórida — Foto: Reprodução

Mapa do livro "Largada para o infinito: história do Cabo Canaveral", de William Roy Shelton, mostra o Nordeste brasileiro perto da rota de mísseis lançados na Flórida — Foto: Reprodução

Outro acontecimento do período foi a inauguração do Cabo Canaveral (hoje conhecido como Cabo Kennedy), no estado da Flórida, em 1950. O complexo concentrou parte dos testes militares e científicos dos Estados Unidos no período, e teve o pico de lançamento de mísseis e foguetes nos primeiros dez anos de atividade.

Neste mesmo período, o governo brasileiro concordou com a instalação de uma base militar norte-americana em Fernando de Noronha. Entre 1957 e 1960, a ilha teve uma base de rastreio para mísseis teleguiados.

"Na verdade, esses mísseis que eram lançados na Flórida, eles passavam por aqui. Porque a gente está na rota aqui de onde esses materiais eram lançados. E eventualmente, eles caiam aqui no Ceará", detalha o historiador.Base norte-americana instalada em 1957 na ilha de Fernando de Noronha para monitoramento de mísseis teleguiados — Foto: Arquivo Nacional

Base norte-americana instalada em 1957 na ilha de Fernando de Noronha para monitoramento de mísseis teleguiados — Foto: Arquivo Nacional

Uma das notícias recentes acompanhadas por Tácito Rolim foi de um pedaço de foguete que caiu na fazenda Cabeça de Vaca, em um distrito do município de Boa Viagem, a 226 quilômetros de Fortaleza.

A vantagem é que isso aconteceu em julho de 2004, quando a reportagem já trouxe a explicação de que se tratava de lixo espacial. Mas outras características não mudaram, como a interpretação de moradores de que aquilo seria o "ovo do ET".

"E o curioso: a reportagem falando sobre esse objeto que caiu em Boa Viagem traz as mesmas características que foram relatadas nos anos 50, ou seja, um avistamento de um objeto luminoso que produzia um clarão, aí teve um estrondo e um tremor de terra", detalha Tácito.

Fenômenos naturais e artificiaisEm novembro de 2022, imagens de possível aparição de óvnis no Ceará foram partilhadas pelo humorista Whindersson Nunes. — Foto: Reprodução

Em novembro de 2022, imagens de possível aparição de óvnis no Ceará foram partilhadas pelo humorista Whindersson Nunes. — Foto: Reprodução

Além da corrida pela conquista do espaço nos anos 50, o céu também passou a ser ocupado por outros objetos criados pelos humanos, como equipamentos de telecomunicações, satélites de observação e balões meteorológicos.

"A partir dos anos 80, a gente começa a ter um problema no céu, que é o outro tipo de poluição, que são os artefatos humanos que foram lançados e que ficam em órbita da Terra durante décadas. E alguns caem, como pedaços de foguetes, satélites antigos já sem funcionar", explica Dennis Weaver, professor de Física e astrônomo amador.

Parte dos casos relatados como avistamento de óvnis tem explicações lógicas. E, segundo aponta Dennis, elas podem vir de fenômenos artificiais, como satélites em órbita que brilham com uma intensidade diferente ao entrar em contato com a luz do sol. Ou materiais de lixo espacial que se reinserem na atmosfera e geram um efeito parecido com uma bola de fogo.

Dentre os fenômenos naturais, há halos solares e nuvens iridescentes (fenômenos óticos que formam nuvens coloridas) como exemplos de manifestações que ganham interpretações diferentes.

E há confusões mesmo com objetos bastante conhecidos, como o planeta Vênus, que fica visível no início da noite ou pouco antes de amanhecer. Ele é o terceiro objeto mais brilhante do céu, ficando atrás apenas do Sol e da Lua.

"Existem épocas do ano em que Vênus fica tão brilhante, que ele pode ser observado de dia. Eu já cheguei a ver algumas vezes, é uma coisa estranha mesmo de você olhar. Então muitos avistamentos que foram relatados para a gente, principalmente nos anos 90, podiam ser explicados pela visão do planeta Vênus", destaca o físico.Quixadá foi cenário do filme Área Q, obra que aborda ufologia — Foto: Área Q/ Divulgação

Quixadá foi cenário do filme Área Q, obra que aborda ufologia — Foto: Área Q/ Divulgação

Dennis acompanha os relatos há vários anos. Ele ressalta que não é um estudioso do tema, mas considera que a cultura ufológica em Quixadá podem ser uma junção de dois aspectos: o astronômico e o social.

Longe das cidades bastante iluminadas, é bem mais fácil enxergar o que está no céu. Na cultura sertaneja, isso é também sobrevivência.

"Na região do sertão central, as pessoas sempre tiveram essa proximidade de observar bem o céu. E o agricultor precisa reconhecer os ciclos que a natureza apresenta, os ciclos de colheita, os ciclos de produção agrícola. As pessoas inseridas nessa cultura aprendiam. A minha avó conhecia diversas histórias de céu, das constelações ou de certos fenômenos atmosféricos que, por exemplo, indicavam o início da estação chuvosa no início da estação de ventos", comenta Dennis Weaver.

Com olhares mais atentos, as interpretações populares de fatos sem explicação aparente entraram também para uma tradição local que tem atravessado gerações.

'É uma energia diferenciada'Robisson Alencar se dedica à ufologia desde a juventude, conhecendo relatos de outros moradores e contando suas próprias histórias de contatos extraterrestres — Foto: Arquivo Pessoal

Robisson Alencar se dedica à ufologia desde a juventude, conhecendo relatos de outros moradores e contando suas próprias histórias de contatos extraterrestres — Foto: Arquivo Pessoal

Aos 60 anos, o comerciante Robisson Alencar tem muitas experiências ufológicas para contar. Algumas são do que ele mesmo viveu, como visões e abduções. E muitas outras vêm dos outros moradores de Quixadá, com relatos de contatos de até quarto grau (quando há comunicação direta com os seres extraterrestres).

"Não só eu que conto, como também as pessoas que viram, que foram abduzidas e que tiveram contatos. É uma coisa muito forte, muito rica. É uma energia diferenciada que nós temos aqui", explica Robisson, mais conhecido na cidade como Bob Peças.

As primeiras experiências têm pouco mais de 40 anos, quando ele voltou a morar em Quixadá. Uma delas foi avistar quatro óvnis de cores diferentes quando olhou para o céu no quintal da casa, depois do período que costumava descansar depois do almoço.

Por quase cinco anos seguidos, ele também passou a ver entre cinco e sete pontos brancos no céu no mês de agosto. Eles apareciam sempre por volta das 13h30 e parecia com sacolas vazias voando.

Robisson conta que já teve vários encontros com alienígenas. Em um deles, ele estava indo fazer uma vigília. São momentos em que grupos de pessoas buscam lugares e horários mais propícios para avistamentos. Era uma noite escura, sem luar, quando ele viu dois seres esbranquiçados. As pessoas que estavam com ele observaram um disco voador pairando sobre as rochas.

"Eu fiquei concentrado lá com esses dois seres. Eu senti uma dorzinha no meu pescoço. Passei a mão, pensei que era até uma picada de algum inseto, mas eu tava assim como se tivesse levado uma anestesia. E observei que alguma coisa tinha acontecido. Eu bati foto no outro dia, eu vi que tinha um inchaçozinho. E era um chip que eles colocaram em mim", conta Robisson.

Robisson diz também ter sido abduzido algumas vezes, conseguindo ver seres que parecem com humanos. Segundo ele, os alienígenas que viu têm olhos maiores, quase carecas e têm cabelos que lembram penteados modelados com brilhantina.Em julho de 2022, o comerciante Robisson Alencar lançou livro reunindo casos ufológicos na cidade. — Foto: Arquivo Pessoal

Em julho de 2022, o comerciante Robisson Alencar lançou livro reunindo casos ufológicos na cidade. — Foto: Arquivo Pessoal

Procurado por várias pessoas da cidade, Robisson compilou alguns casos no livro "Casos Ufológicos em Quixadá-CE". Dentre mais de 240 famílias que ele acompanhou com relatos ufológicos, o comerciantes destaca o caso de uma mulher que prefere chamar de Maria para preservar sua identidade.

Ele havia sido chamado para ouvir o relato dela: o avistamento de uma nave durante a madrugada. E achou estranho quando ela disse que tinha ido dormir logo após ver a nave, sem relatar outros acontecimentos ou reações.

Segundo Robisson, foi em uma regressão hipnótica que ela conseguiu contar o que ela não lembrava conscientemente: após o avistamento, um ser veio até ela e injetou um líquido rosa em Maria. Ela geraria um novo ser durante seis meses, e depois eles levariam o novo ser de volta.

"Ela me contou que ele pediu que ela ficasse tranquila. Disse que ia ser uma gravidez normal, o 'bucho' não ia crescer muito porque eles são pequenininhos, têm mais ou menos 1 metro ou 1,20", relata.

No entanto, ele não conseguiu acompanhar a gestação até o fim. Depois de quatro meses, Maria teria sido levada por eles. "Ele tirou ela da minha vida, eu só voltei a vê-la mais de um ano depois", conta.No sertão cearense, Quixadá tem uma paisagem única e concentra centenas de relatos com visões e contatos extraterrestres.  — Foto: Cid Barbosa/Diário do Nordeste

No sertão cearense, Quixadá tem uma paisagem única e concentra centenas de relatos com visões e contatos extraterrestres. — Foto: Cid Barbosa/Diário do Nordeste

Relatos são comuns na região

A dona de casa Luzia Maria Pereira, de 60 anos, mora em um sítio quase isolado no município de Cedro, vizinho a Quixadá. A mãe, falecida há 17 anos, contava que tinha perseguida por uma luz muito forte.

"Era uma tocha muito grande e uma 'zuada' bem forte, como de turbinas de avião. Ela saiu correndo, e a tocha de luz foi atrás dela, perseguindo. Ela ficou debaixo de uma árvore, e a luz desistiu e desapareceu", relata Luzia.

Além do que ouviu da mãe, ela também traz histórias de uma luz muito forte parada em cima do sítio ela mora. Isso aconteceu pelo menos duas vezes: uma presenciada por ela há cerca de 30 anos, outra vista pelo vizinho pouco antes da pandemia.

Nestes episódios, ela e o vizinho também ouviram um barulho forte que lembrava a turbina de um avião. Por conta destas histórias, a dona de casa admite ter medo por morar sozinha e não saber o que aconteceu.

“São vários relatos de pessoas que vêem essa luz, esse barulho forte. E é algo tão misterioso, que as pessoas não sabem como explicar. Eu não acredito em ET, mas eu acredito em disco voador. Eu só não sei se é assim de outro mundo, de outra dimensão. Eu sei porque minha mãe viu”, afirma.

As intenções dos extraterrestres são boas, conforme o ufólogo Weliston Paiva. No entanto, há casos graves em que "erros" na abordagem deixam os humanos prejudicados, como no caso Barroso.

Outro exemplo de caso grave será apresentado com detalhes por Weliston no 10º Encontro Ufológico, a ser realizado no 30 de setembro em Quixadá.

Conforme adiantou ao g1, é uma história acontecida em 1975. Um grupo de pessoas costumava ir até a sede do município para assistir novelas nas casas que tinham televisão. Numa noite, eles retornavam à fazenda e viram uma nave em formato de luz.

Enquanto muitos se esconderam debaixo das árvores, um casal ficou abraçado na frente da nave. A mulher teria sido atingida na testa por um raio da nave. Depois do episódio, ela perdeu a visão e teve regressão mental, se comportando como uma criança. Ela teria ficado internada por cinco dias e morrido com atrofia cerebral.

Acompanhando mais de 120 casos, Weliston detalha que os contatos extraterrestres no Ceará e, principalmente em Quixadá, seguem padrões semelhantes: buscar pessoas que estão isoladas para fazer a abdução, levando as pessoas para suas naves para realizar estudos. Depois disso, as pessoas abduzidas são devolvidas para o mesmo local.

"Em alguns casos, eles promovem curas. Em outros, eles despertam nas pessoas dons paranormais, como clarividência, dons de cura. E, às vezes, as pessoas ficam até melhores de certas doenças que tiveram, como problema de vistas e outros tipos de doença", explica o ufólogo.

E por que Quixadá?Segundo o ufólogo Weliston Paiva, as naves espaciais que circulam por Quixadá têm médio porte e cerca de cinco tripulantes — Foto: Weliston Paiva/Arquivo Pessoal

Segundo o ufólogo Weliston Paiva, as naves espaciais que circulam por Quixadá têm médio porte e cerca de cinco tripulantes — Foto: Weliston Paiva/Arquivo Pessoal

Por meio da meditação, Weliston afirma entrar em contato com seres das várias raças que estão na Terra para conduzir pesquisas biológicas e espirituais.

Com base nos casos que cataloga e nas próprias experiências, Weliston explica que o Brasil está dividido em vários setores, tendo uma das bases subterrâneas em Quixadá. Segundo ele, a cidade tem cerca de 35 cientistas extraterrestres para estudos do solo, pois a região teria materiais preciosos e pedras importantes para a confecção de naves.

Os estudos que os extraterrestres conduzem em humanos buscam informações biológicas, contribuindo futuramente para o aperfeiçoamento do corpo humano. Há também a intenção de auxiliar na evolução espiritual, segundo Weliston.

Ele detalha também que as naves espaciais que costumam circular por Quixadá são de médio porte, contendo de quatro a cinco tripulantes: um comandante e vários cientistas.

"Eles não querem impor na Terra um sistema de governo em que as pessoas tenham medo deles. O que eles querem é que nós, como seres humanos, tenhamos uma evolução a tal ponto que a gente para de guerrear e pare de destruir o meio ambiente", afirma o ufólogo.Ufólogos e curiosos sobre o tema se reúnem em locais onde há muitos relatos, como a Pedra dos Ventos, em Quixadá — Foto: Weliston Paiva/Arquivo Pessoal

Ufólogos e curiosos sobre o tema se reúnem em locais onde há muitos relatos, como a Pedra dos Ventos, em Quixadá — Foto: Weliston Paiva/Arquivo Pessoal

Com uma paisagem singular no Brasil, os monólitos e o curral de pedras de Quixadá apresentam um potencial turístico apreciado por quem gosta de trilhas, esportes radicais e contato com a natureza.

Para quem acompanha os relatos ufológicos, a cidade também poderia atrair mais visitantes e curiosos com atividades e referências aos contatos extraterrestres. Como acontece em Varginha, no interior de Minas Gerais.

Em Quixadá, os encontros anuais de ufologia contam com discussão e apresentação de casos, além das vigílias em locais com boas possibilidades de avistamento.

Além dos encontros, uma das iniciativas sonhadas pelos ufólogos é a criação de um centro para turistas, curiosos e estudiosos de ufologia. Um lugar para consolidar Quixadá como referência no tema. De acordo com Robisson Alencar, já existe um projeto de um centro e um terreno cedido para esta construção, ainda sem previsão para caminhar.

A relação da cidade com a ufologia também poderia virar tema de estudos específicos e mais aprofundados que buscassem as origens desta cultura de avistamentos, comenta o historiador Tácito Rolim. "É uma lacuna que deveria ser investigada", conclui.

Para o físico e astrônomo amador Dennis Weaver, os relatos ganharam bastante espaço e entraram para a cultura da região, com uma fama que teve a contribuição de ufólogos e curiosos que fizeram esforços de divulgação nas mídias locais e até mesmo revistas especializadas em ufologia.

Mesmo acreditando que os humanos não estão sozinhos no universo e que há possibilidade de vida inteligente fora da Terra, Dennis ressalta as dificuldades para que esses contatos sejam realizados de forma tão fácil.

"Uma visita direta é muito improvável. Porque a Terra está perdida dentro de um sistema solar, que está perdido na borda de uma galáxia dentre tantas bilhões de galáxias... Então o contato direto, o imediato de terceiro grau, aquela coisa de 'vamos ver agora a o alienígena na nossa frente' é considerado mais improvável por conta das grandes distâncias, das grandes energias que seriam necessárias para você singrar o espaço. E até hoje, pelo menos na Física que a gente conhece, não existe nenhuma indicação que nós poderíamos burlar esse sistema", detalha Dennis Weaver.

As respostas para grandes perguntas da humanidade seguem em aberto. No entanto, uma das certezas partilhadas por quem conhece os relatos é de que a ufologia já entrou para a história de Quixadá .

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Fonte:  https://g1.globo.com/ce/ceara/noticia/2023/08/04/abducoes-e-visoes-em-quixada-cidade-do-sertao-cearense-concentra-relatos-de-contatos-extraterrestres.ghtml