quinta-feira, 14 de setembro de 2023

Matéria ufológica dvulgada no Jornal A FOLHA, o Jornal sem fronteiras


Supostos corpos de extraterrestres são exibidos em audiência no Congresso do México

O especialista em OVNIs e jornalista Jaime Maussan fez a apresentação dos corpos no Congresso

247 – Os vestígios mumificados que alegadamente pertenceriam a seres de origem extraterrestre foram apresentados na Câmara dos Deputados do México na terça-feira (12), durante uma sessão de debate na Assembleia Pública destinada a discutir a regulamentação de Fenômenos Aéreos Não Identificados.Os vestígios de duas entidades com aproximadamente 60 centímetros de comprimento foram exibidos aos membros do parlamento. Os cadáveres foram descobertos no Peru, na área conhecida como Linhas de Nazca, em 2015.

De acordo com apuração da CNN espanhola , o especialista em OVNIs e jornalista Jaime Maussan fez a apresentação dos corpos no Congresso. Segundo ele, os restos estão atualmente sendo estudados pela UNAM (Universidade Nacional Autônoma do México) e têm uma antiguidade estimada em mais de mil anos. “São seres de origem não-humana. Não foram recuperados de naves espaciais, mas sim encontrados em enterros e preservados como fósseis”, declarou.

Jaime Maussan

@jaimemaussan1

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El Director del Instituto Científico para la Salud de la Secretaría de la Marina de México @SEMAR_mx; expusó la reyna de todas las evidencias forenses; y concluyó que el ADN de los cuerpos biológicos presentados en la Audiencia FANI #UAP no guardan relación con el ser humano.

1:15 AM · 13 de set de 2023

4,5 mil

Fonte: https://www.brasil247.com/mundo/supostos-corpos-de-extraterrestres-sao-exibidos-em-audiencia-no-congresso-do-mexico-video

 

quarta-feira, 23 de agosto de 2023

Histórico: Índia torna-se a primeira a pousar nave espacial com sucesso no polo sul da Lua

A aterrissagem bem-sucedida do módulo de pouso da missão Chandrayaan-3 na Lua ajudará as missões lunares de outros países no futuro, afirmou o primeiro-ministro indiano

Chandrayaan-3 pousando na Lua Chandrayaan-3 pousando na Lua (Foto: Reprodução/YouTube)

Sputnik – A Índia se torna a primeira no mundo a pousar com sucesso uma espaçonave – módulo Chandrayaan-3 com um rover lunar a bordo – no Polo Sul da Lua, de acordo com imagens transmitidas pela Organização Indiana de Pesquisa Espacial (ISRO) na quarta-feira.

A missão lunar da Índia foi lançada em 14 de julho e entrou na órbita lunar em 5 de agosto. A estação realizará várias manobras para se aproximar da Lua até que sua órbita diminua para 100 quilômetros (62 milhas) da Lua. O módulo de pouso do Chandrayaan-3, Vikram, separou-se da estação em 17 de agosto e realizou duas operações para diminuir sua órbita.

A aterrissagem bem-sucedida do módulo de pouso da missão Chandrayaan-3 na Lua ajudará as missões lunares de outros países no futuro, afirmou o primeiro-ministro indiano. Modi expressou confiança de que todos os países do mundo, incluindo o Sul Global, são capazes de alcançar tais resultados.

O Chandrayaan-3 implantou seu módulo de aterrissagem Vikram na manhã de quarta-feira, que pousou com sucesso perto do Pólo Sul da Lua. Além disso, Vikram trouxe um rover chamado Pragyan com uma duração de bateria de 14 dias terrestres ou um dia lunar. O pouso bem-sucedido faz da Índia o quarto país a chegar à Lua, depois dos Estados Unidos, da União Soviética e da República Popular da China.

Fonte: https://www.brasil247.com/mundo/historico-india-torna-se-a-primeira-a-pousar-nave-espacial-com-sucesso-no-polo-sul-da-lua

 

terça-feira, 22 de agosto de 2023

Ufólogos do Brasil: Prof. Athayde

Ufólogos do Brasil: Prof. Athayde

O terceiro ufólogo a constar na lista de meu blog, fazia Valée comer nicuri embaixo de imbuzeiro, (rsrs). Um dos primeiros ufólogos do Brasil, referência mundial em casuística ufológica. Sem sombra de dúvidas na lista dos 10 maiores ufólogos nacionais e entre os maiores do mundo. Suas entrevistas exalavam humildade, nordestino, exímio pesquisador, presidente e fundador da CPU, da "gema" da ufologia brasileira, máximo respeito ao referir-me a ele... O nome do "monstro" chamava-se: Reginaldo de Athayde.


Ele foi uma das figuras mais renomadas e estimadas no campo da ufologia brasileira, e referência mundial na casuística ufológica. Detentor de um conhecimento ufológico de dar inveja.

Há sete décadas atrás, ele estabeleceu o Centro de Pesquisas Ufológicas (CPU), no qual ocupou a posição de presidente até seu falecimento. Athayde também fez parte da Comissão Brasileira de Ufólogos (CBU), da Direção do Centro Brasileiro de Pesquisas de Discos Voadores (CBPDV) e foi diretor estadual da Mutual UFO Network (MUFON) nos Estados Unidos. 

No nordeste, investigou ocorrências relevantes como os incidentes em Quixadá e Baturité, entre inúmeros outros. Grande parte das suas investigações foi divulgada pela Revista UFO, na qual Athayde atuou como coeditor por um período de 25 anos. 

Os diversos talentos de Athayde o conduziram a tornar-se membro da Associação Cearense de Imprensa (ACI) e da Academia de Letras Municipais do Estado do Ceará (Almece).

O escritor também era um conferencista requisitado em assembleias onde se debatia a ufologia, sendo especialmente notável no Encontro Global de Ufologia, realizado em Brasília (1997). Em termos profissionais, atuava como farmacêutico e representante de vendas em sua localidade, onde desfrutava de uma extensa reputação e prestígio.

Inabalável investigador dos aspectos impactantes do Fenômeno UFO, estava engajado em um notável trabalho na defesa de suas polêmicas teorias - incluindo a ideia de que parte dos nossos visitantes possivelmente tinha intenções hostis em relação aos humanos - antes de ficar doente, apesar da sua avançada idade.

Tendo acumulado quase 400 artigos publicados em seu histórico - a maioria deles sobre Ufologia. Ele também serviu como correspondente para diversas organizações e publicações focadas em Ufologia, como a revista francesa Lumières Dans La Nuit.

O CPU o qual ele fundou, teve seu início em 9 de abril de 1959 e sobreviveu até seu falecimento. Inicialmente, começaram com a sigla ACEAOANI - Associação Cearense de Amigos de Objetos Ainda Não Identificados. No entanto, após cinco anos, optaram por mudar para CPU – Centro de Pesquisas Ufológicas – devido à extensão da sigla anterior. Atualmente, é referido como o Centro de Pesquisas Ufológicas do Ceará.

Durante décadas, o professor Atahyde explorou o sertão nordestino em busca de indícios relacionados à fenomenologia OVNI, e suas descobertas foram abundantes.

Desde 1950, Reginaldo de Athayde desvendou um perturbador segredo nos estados do Nordeste, onde se concentram casos impactantes da ufologia nacional.

Com sua vasta experiência como ufólogo, conferencista dedicado e escritor, Athayde, que era defensor da ideia dos ETs hontis, continuou em busca de respostas para a violência extraterrestre infligida a pessoas humildes e carentes que habitavam regiões remotas e áridas.

Outros pesquisadores de diversas partes do mundo também ficaram perplexos ao conhecer a assombrosa casuística do Nordeste. Athayde, no entanto, os recebeu calorosamente ao longo de décadas, guiando-os em explorações pela região do agreste, apresentando-os às vítimas dos encontros com extraterrestres. 

Ufólogos renomados como Jacques Vallée, Bob Pratt e Claude Raffie levaram consigo a impressão de que nossos visitantes alienígenas podem estar longe de serem os irmãos cósmicos benevolentes e compreensivos, como é desejado pela vertente mística da ufologia. 

Nos últimos anos, o extenso e impressionante trabalho de Athayde ultrapassou fronteiras, sendo publicado em revistas especializadas em ufologia de diversos países. Ele comentou: "Finalmente, a importância dos relatos de nossa região está sendo reconhecida." Era algo há muito esperado! 

Assim, Athayde lançou Seu livro de estreia; "Para Além da Imaginação", apresentando uma abordagem inovadora em relação ao Fenômeno UFO, descrevendo deliberadamente 20 eventos ufológicos em formato de contos, visando suscitar emoções no leitor. No campo da ufologia, após acumular quase 400 trabalhos publicados em periódicos e revistas locais, sua segunda obra foi: "Extraterrestres, Santos e Seres do Além no Sertão do Sol". 

A obra apresenta um olhar franco e direto sobre a casuística ufológica da região Nordeste. O autor ressalta: "É impossível não se emocionar ao ler os relatos de pessoas simples do campo que foram perseguidas, atacadas e até mesmo feridas por extraterrestres." Com efeito, raramente se encontra em qualquer parte do mundo, casos ufológicos com uma carga emocional tão intensa quanto aqueles pesquisados por Athayde.

"Extraterrestres, Santos e Seres do Além no Sertão do Sol" é uma representação contundente e diversificada do que acontece além das belas praias das capitais nordestinas. É no sertão árido e faminto que vivem indivíduos reais, com cicatrizes e marcas que denunciam agressões mais intensas do que as deixadas pelo descaso de governos sucessivos. 

Essas cicatrizes são causadas por objetos que se assemelham a "bolas de fogo", "tochas flamejantes" ou "aparelhos misteriosos", conforme relatado pelas vítimas. Do outro lado do espectro, os encontros que inspiram religiosidade nos nordestinos envolvem figuras radiantes e brilhantes descritas como emissárias do paraíso, muitas vezes surgindo em situações inusitadas.

"Coletar esses casos é uma tarefa que requer extrema perseverança", afirmava Athayde. 

No Nordeste, a abordagem de ufologia de gabinete simplesmente não é viável. Para compreender o que ocorre no sertão, é necessário percorrer muitas estradas e trilhas, nem sempre levando a respostas definitivas sobre as verdadeiras intenções dos visitantes extraterrestres. 

De qualquer maneira, a busca do autor demorou de chegar ao fim, como ele mesmo declarava: "Continuarei investigando e buscando casos até que possa entender as motivações por trás das visitas extraterrestres". Prof. Atahyde faleceu em 13 de outubro de 2014, em Fortaleza-CE, deixando um grande vazio na ufologia séria e investigativa.

Abaixo deixo uma reportagem com o professor Atahyde, onde ele aborda o Caso Barroso, um fatídico Caso que ocorreu na região do nordeste: 

 Referências:

http://biografiaufologos.blogspot.com/2006/04/reginaldo-de-athayde-in-memoriam-foto.html?m=1h

ttps://forquilhaontemhojeesempre.blogspot.com/2014/10/a-noticia-do-falecimento-do-ufologo.html?m=1

Fonte:  https://www.ovniologia.com.br/2023/08/ufologos-do-brasil-prof-athayde.html?m=1

Ufologia: discos voadores no Ceará

segunda-feira, 21 de agosto de 2023

Índia divulga imagens do lado oculto da Lua antes de pouso de missão

Módulo de aterrissagem Vikram, que transporta o rover Pragyan, tem sua aterrissagem prevista para o dia 23 de agosto

Missão lunar indiana Chandrayaan-3
Missão lunar indiana Chandrayaan-3 (Foto: ISRO)

247 - A agência espacial da Índia compartilhou nesta segunda-feira (21) imagens do lado oculto da Lua, enquanto sua terceira missão lunar busca por um local seguro de pouso na pouco explorada região do polo sul. As capturas foram realizadas pelo módulo de aterrissagem Vikram, da missão Chandrayaan-3, que entrou na fase final de sua missão na última quinta-feira. Vikram, que transporta o rover Pragyan, tem sua aterrissagem prevista para o dia 23 de agosto.

O anúncio da ISRO veio após a agência espacial russa confirmar no domingo que a própria missão lunar de Moscou, Luna-25, foi perdida após um incidente durante as manobras pré-aterrissagem. A Chandrayaan-3 tem a expectativa de pousar na região polar sul da Lua, que também era o destino pretendido para a missão Luna-25. Nenhum outro país conseguiu realizar um pouso suave no polo sul lunar, que acredita-se conter depósitos de gelo com um valor significativo para explorações futuras. >>> Sonda russa Luna-25 choca com a Lua e se destrói, diz Roscosmos

Missão Chandrayaan-3:  Aqui estão as imagens de área lunar distante capturadas pela câmera de detecção e prevenção de perigos de pouso (LHDAC). Esta câmera  que auxilia na localização de uma área de pouso segura -- sem pedregulhos ou trincheiras profundas -- durante a descida é desenvolvida pela ISRO no SAC https://sac.gov.in #Chandrayaan_3

Os cientistas por trás da terceira missão da Índia têm destacado que a Chandrayaan-3 aprendeu com os fracassos da segunda missão, a Chandrayaan-2, em julho de 2019, que não conseguiu pousar suavemente na Lua e acabou colidindo durante o pouso.

De acordo com S. Somanath, presidente da ISRO, a espaçonave da segunda missão utilizou cinco motores para reduzir sua velocidade, e esses motores desenvolveram um empuxo maior do que o esperado. "Todos os erros foram se acumulando, e isso foi mais alto do que esperávamos. A espaçonave teve que fazer viradas muito rápidas. Quando começou a virar muito rápido, sua capacidade de virar foi limitada pelo software, porque nunca esperávamos que taxas tão altas ocorressem. Esse foi o segundo problema", disse o chefe da ISRO à PTI no mês passado. A terceira razão para o fracasso foi o local de pouso identificado, de apenas 500 m x 500 m. "A espaçonave estava tentando chegar lá aumentando a velocidade. Ela estava quase perto do chão e continuava aumentando a velocidade", explicou Somanath.

A missão lunar de 2023 da Índia partiu da Terra em 14 de julho. Enquanto estava a caminho da Lua, a sonda tirou muitas fotos. Em 18 de agosto, a ISRO compartilhou a imagem do módulo de propulsão de voo livre da Chandrayaan-3. Antes disso, as imagens da Lua foram capturadas pela Câmera de Detecção de Posição do Lander (LPDC). Enquanto isso, a Índia anunciou que lançará o primeiro observatório espacial indiano para estudar o Sol, chamado Aditya-L1, no próximo mês.

Fonte:  https://www.brasil247.com/mundo/india-divulga-imagens-do-lado-oculto-da-lua-antes-de-pouso-de-missao

 

Aeroclube de Garibaldi terá Centro de Estudos Ufológicos para investigar fenômenos do céu

A ideia dos idealizadores é que o espaço comporte uma biblioteca e seja utilizado para vigílias, além de reuniões e cursos sobre o assunto

Alana Fernandes

Alana Fernandes

Acervo Aeroclube de Garibaldi / Divulgação
O local, segundo o presidente do aeroclube, é muito apropriado para a implantação do Centro , pois é alto, aberto e não tem a interferência das luzes da cidade

Está em fase bem avançada a implantação do primeiro Centro de Estudos Ufológicos (CEU) da Serra Gaúcha, localizado em Garibaldi. O CEU funcionará junto ao prédio do aeroclube da cidade, no bairro Alfândega, em uma sala própria. A ideia dos idealizadores é que o espaço comporte uma biblioteca e seja utilizado para vigílias, além de reuniões e cursos sobre o assunto — estas duas últimas ações, no entanto, dependem do andamento da pandemia e da liberação de atividades em grupo. A intenção é que entusiastas da ufologia da região tenham um espaço adequado para compartilhar e documentar relatos sobre luzes, objetos não identificados no céu e tantas outros fenômenos que cercam este campo de estudos. 

O local, segundo o presidente do aeroclube, Artur Sartori Habercamp, é muito apropriado para a implantação do Centro de Estudos Ufológicos, pois é alto, aberto e não tem a interferência das luzes da cidade. Ele conta que a ideia surgiu após conversas com pilotos e associados da entidade que já presenciaram avistamentos durante seus voos. 

— Um associado colocou um relato e algumas pessoas ficaram fazendo chacota, algo normal para o tema. Eu chamei ele no particular e começamos a desenvolver e falar sobre. Daí fomos criando um grupo com o objetivo de nos encontrarmos, porém, a pandemia não proporcionou esta oportunidade ainda. Nós temos muitos relatos de avistamentos, casos de contatos diretos, principalmente, no interior nos anos de 1950 e 1970. Acredito que já tivemos muitos fenômenos — explica Artur. 

O presidente do aeroclube conta que a ideia foi ainda mais amadurecida depois que ele foi passar o verão no litoral e conheceu o trabalho desenvolvido no Centro de Estudos Ufológicos do Litoral Norte do Rio Grande do Sul, localizado em Cidreira e inaugurado em outubro do ano passado.

— Conversei com o Daniel (Christian de Souza, um dos idealizadores do CEU de Cidreira), conheci o projeto, me identifiquei muito com ele, com a visão, não só ufológica, mas da nossa história em si e aí decidimos trazer para cá. A data de inauguração ainda está indefinida por causa da pandemia. Atualmente, estamos mobiliando a sala, através de doações e com recursos dos próprios entusiastas. Nossa missão é trazer conhecimento, dentro das nossas possibilidades, seja astronômico, seja ufológico — detalha. 

As instalações do CEU Serra Gaúcha ocuparão o terceiro andar e o terraço do aeroclube, o que permite um bom ambiente para futuras captações de imagens do céu e de possíveis fenômenos que serão estudados pelo grupo.

— Queremos trazer turistas para as regiões, criar palestras nos períodos de baixa temporada, auxiliar no turismo também. Queremos ser o local onde a pessoa possa vir e contar suas experiências, sem ser ridicularizada — finaliza o presidente do aeroclube.

Jefferson Botega / Agencia RBS
CEU de Cidreira foi inaugurado no ano passado meses depois de uma série de avistamentos no Litoral Norte

Projeto é inspirado em centro de estudos do Litoral Norte

O Centro de Estudos Ufológicos (CEU) da Serra Gaúcha, localizado em Garibaldi, servirá como uma extensão do projeto que já é realizado no litoral desde outubro do ano passado. Implantado dentro da área do Lagoa Country Club, em Cidreira, o Centro de Estudos Ufológicos do Litoral Norte do Rio Grande do Sul foi criado logo após uma série de avistamentos nos céus da região em junho do ano passado.  

— Já tinha passado da hora de ter um centro de ufologia aqui. Ao mesmo tempo, cresceu no mundo todo o debate sobre a existência desses fenômenos. A tendência agora é que o assunto ganhe uma relevância muito maior, ainda mais com a extensão para a Serra gaúcha, que é uma região muito rica de histórias — diz o escritor e músico Daniel Christian de Souza, idealizador do CEU de Cidreira e que estuda estes fenômenos há mais de duas décadas. 

Souza conta que a partir da implantação do centro de estudos do litoral, começaram a surgir novos relatos de moradores, que são discutidos e avaliados pelos integrantes do grupo. 

— Um centro de ufologia é um local que reúne pessoas que entendem e pessoas que querem entender sobre o assunto. Assim, vamos unir esses conhecimentos para chegar a uma explicação mais plausível possível sobre estes fenômenos. Mas cada centro tem suas metodologias. Nosso caso é mais científico. Inclusive, enviamos nossos materiais para peritos que estão espalhados pelo país para analisar imagens e tudo mais. A intenção, agora, é formarmos nossos peritos para que sejamos autônomos nas nossas investigações — explica o idealizador. 

O desejo em um futuro próximo, segundo Souza, é adquirir materiais como drones, câmeras, lunetas e telescópios para ter a melhor qualidade de imagem que será analisada pelos peritos.

— O grande segredo da ufologia, para mim, é que o fenômeno nos pega de surpresa. Por isso, as imagens são ruins ou se perde muita coisa. Então queremos ter todo o material possível, sim, e estarmos preparados. Até câmeras gravando 24 horas, por que não? — avalia o pesquisador.

Fonte:  https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/geral/noticia/2021/06/aeroclube-de-garibaldi-tera-centro-de-estudos-ufologicos-para-investigar-fenomenos-do-ceu-ckpsokkey007701801eqv5fui.html

 

"É apenas questão de tempo até que consigamos descobrir vida extraterrestre", diz ufólogo

Ex-funcionário do Ministério da Defesa do Reino Unido, onde integrava o departamento de estudos oficiais de objetos voadores não identificados, Nick Pope participou do UFO Summit Brazil, em Porto Alegre


Guilherme Justino

Guilherme Justino

Isadora Neumann / Agencia RBS
Nick Pope foi responsável pelo departamento de estudos oficiais de UFOs do Ministério da Defesa britânico

O britânico Nick Pope, 54 anos, é uma celebridade no mundo da ufologia: presença constante em programas sobre o assunto produzidos por emissoras como History Channel e National Geographic, seu rosto é conhecido por muitos dos que esmeram no estudo de objetos voadores não identificados (óvnis) e nas especulações sobre a existência de vida — inteligente, até, quem sabe — fora da Terra.

Trabalhando por 21 anos para o Ministério da Defesa do Reino Unido, sendo três desses anos à frente do departamento de estudos de UFOs (unidentified flying object, sigla em inglês para óvnis), o UFO Desk, mantido pelo governo britânico no início dos anos 1990 especialmente para o estudo desses fenômenos, Pope fala com propriedade sobre investigações, casos não resolvidos e até uma abertura maior dos países para a ideia de que nem tudo o que passa pelos céus do planeta pode ser explicado. Desde que deixou suas funções no governo, em 2006, ele se dedica a atividades como conferencista e radialista, sempre em produções sobre alienígenas.

Isadora Neumann / Agencia RBS
Plateia do evento em Porto Alegre

Na noite de terça-feira (19), Pope foi ovacionado por uma plateia que quase lotava um auditório no Hotel Embaixador, no Centro da Capital. Na ocasião, ele apresentou uma palestra na etapa de Porto Alegre do UFO Summit Brazil — que já passou por Recife e, na sequência, estará ainda em São Paulo e Curitiba. Antes da apresentação, ele concedeu a seguinte entrevista a GaúchaZH.

Com a experiência de quem trabalhou para o Ministério da Defesa do governo britânico, você identifica que fenômenos considerados ufológicos são mais vistos como ameaças em potencial ou como possibilidades de comunicação?
Tudo relacionado ao espaço aéreo era de nosso interesse. O governo quer saber de todos os objetos que estão voando. Pelo menos para ter conhecimento sobre a segurança aérea. Então nós realmente consideramos (como ameaças em potencial). É a mentalidade militar: considerar algo uma ameaça até que se possa mostrar que não é uma ameaça. É melhor ficar aliviado de não haver uma ameaça do que assumir que não há e, então, ser surpreendido. Não significa que pensamos que UFOs, o que quer que sejam, sejam maus ou hostis. É simplesmente que a filosofia militar é "estar preparado".

Você sabe de algum governo que de fato tenha trabalho no desenvolvimento de mecanismos de defesa contra possíveis extraterrestres? Ou a tentativa, se ao menos se pode considerar que há alguma, é de dialogar?
Bem, não há plano governamental para uma invasão alienígena. Nós precisaríamos adaptar planos de guerra existentes. Nos Estados Unidos, por exemplo, um plano de ação contra um ataque da Rússia ou da China teria de ser adaptado. Há algumas iniciativas científicas na tentativa de uma comunicação, geralmente envolvendo astronomia de rádio, na tentativa de enviar ou captar sinais, mas essas costumam ser iniciativas de cientistas, não de governos.

A qualquer momento, telescópios podem captar um sinal. E isso traz a questão: poderíamos entender esse sinal? Responderíamos? O que diríamos? Quem falaria pelo planeta Terra?

NICK POPE

ex-diretor do UFO Desk do Ministério da Defesa britânico

Pela minha experiência no Ministério da Defesa, nós não tínhamos 100% de certeza de que estávamos lidando com extraterrestres. Nós não sabíamos. A maior parte desses casos são de identificações errôneas. Mas não eliminávamos essa possibilidade, não poderíamos. Então é sensível, às vezes, pensar: "e se?". "E se isso for verdade, como vamos nos preparar?".

Oficialmente, não há iniciativas governamentais de comunicação com extraterrestres. Geralmente, quem toma a frente são os cientistas. E eles estão desenvolvendo o Square Kilometre Array (SKA), o maior telescópio do mundo capaz de captar ondas de rádio (no espaço). E há outros telescópios capazes disso. A qualquer momento, eles podem captar um sinal. E isso traz a questão: poderíamos entender esse sinal? Responderíamos? O que diríamos? Quem falaria pelo planeta Terra? Há muitas perguntas interessantes e controversas a respeito.

Isadora Neumann / Agencia RBS
Nick Pope foi ovacionado pela plateia presente no Hotel Embaixador, no Centro de Porto Alegre, para o UFO Summit Brazil

Tanto em sua atividade como ex-funcionário do governo britânico quanto na sua atuação na mídia, você deve ter conhecido muitas pessoas com histórias impressionantes e até, possivelmente, inacreditáveis envolvendo contato com vida extraterrestre. Quanto elas parecem invenção e quanto parecem verídicas?
Provavelmente entrevistei, tanto quando trabalhei no Ministério da Defesa quanto depois, milhares de pessoas que viram UFOs, e provavelmente centenas que garantiam ter tido contado direto. A maioria das pessoas está sendo completamente sincera. Claro que há um número pequeno de pessoas inventando histórias, um percentual de pessoas com algum distúrbio psicológico, mas a maioria genuinamente acredita que viu essas coisas e teve essas experiências.

No que diz respeito aos UFOs, eu sei, pelo meu trabalho, que a maioria das pessoas vai simplesmente estar identificando mal alguma coisa. Satélites, meteoros, aeronaves militares secretas, drones, coisas assim. Mas eu geralmente digo, e é uma das minhas citações favoritas sobre isso: "os céticos têm de estar certos todos os dias, mas aqueles que acreditam só precisam estar certos uma vez", porque só precisamos que um desses casos seja de extraterrestres. E aí teremos de reescrever a história. Reescrever aquilo que pensamos ser, como humanos. Qual o nosso lugar no cosmo.

Com todas as descobertas recentes sobre o universo, inclusive a divulgação constante de planetas potencialmente habitáveis fora do Sistema Solar, você nota que as pessoas têm tido uma tendência maior a acreditar que há vida inteligente além da Terra?
Quando eu era uma criança, nem tínhamos certeza de que havia outros planetas orbitando outras estrelas (como o Sol). Então agora, por causa de descobertas científicas como as que você mencionou, creio que há uma percepção, que está mudando... Uma expectativa muito maior de que é apenas questão de tempo até que consigamos descobrir vida extraterrestre. Ou que ela nos descubra.

Agora as pessoas mencionam quando isso vai acontecer, e não se vai acontecer. E a ciência é uma grande parte da mudança nessa percepção. Porque as pessoas sentem que estamos ficando mais e mais próximos de encontrar "outra Terra".

Quando aquele asteroide de forma engraçada, Oumuamua (que em havaiano quer dizer "mensageiro de muito longe que chega primeiro"), passou pelo Sistema Solar, um professor de Harvard disse: "eu acredito que isso é uma nave alienígena" (em novembro do ano passado, pesquisadores da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, publicaram um estudo com a tese de que Oumuamua seria uma sonda operacional enviada por uma civilização de outra galáxia). Bem, há 10 anos, nenhum professor teria ousado dizer algo assim. Todos ririam e pensariam que era loucura. E hoje isso é comentando, e não ridicularizado.

Provavelmente é apenas questão de tempo, um ano, talvez até apenas alguns meses, para que se confirme vida microbial — não vida inteligente — em Marte, ou em Europa (um dos quatro satélites naturais do planeta Júpiter), ou em Encélado (sexto maior satélite natural de Saturno), em algum lugar do nosso Sistema Solar. E claro que isso seria muito interessante, mas o que me interessa mais ainda é a possibilidade de encontrar outras civilizações.

Como você vê que a tecnologia mudou a maneira como as pessoas lidam com eventos potencialmente extraterrestres? Está mais fácil captar fenômenos ufológicos ou, por outro lado, ficou mais fácil desconsiderar alguns relatos?
O problema agora é quase que temos informação demais. Não há um dia que passe sem que tenhamos novos vídeos no YouTube, fotos na internet. E, claro, algumas são falsas. Mas, se há algumas verdadeiras, como saberemos? O melhor lugar para esconder um livro é em uma biblioteca. Mas temos, claro, pessoas levando celulares consigo; há mais e mais satélites por aí; jatos militares têm, por vezes, câmeras, e algumas dessas imagens nós vimos bem recentemente (em setembro, a Marinha dos Estados Unidos confirmou a autenticidade de vídeos do Pentágono que mostram objetos voadores não identificados). Eles não disseram o que são os objetos, mas...

Por causa de descobertas científicas (...), creio que há uma expectativa muito maior de que é apenas questão de tempo até que consigamos descobrir vida extraterrestre. Ou que ela nos descubra.

NICK POPE

ex-diretor do UFO Desk do Ministério da Defesa britânico

No período que trabalhou para o governo britânico, você teve alguma orientação de "esconder" casos de óvnis? Se isso tiver acontecido, você voltou a esses casos após deixar o posto?
Nós não escondemos nada, pelo menos não ativamente. Consistentemente, porém, minimizamos isso diante do Parlamento britânico, da mídia e do público. Talvez não tenhamos contado toda a história de como estávamos interessados e envolvidos no assunto. Mas, agora, a situação mudou. Nos últimos 11 anos, o governo britânico tem divulgado muitos arquivos ufológicos. E muitos fui eu que escrevi. É como ver meu passado voltar a mim. E essa, claro, é uma das razões pelas quais eu posso falar sobre isso. Não vou violar meu juramento de sigilo. Mas meus próprios ex-empregadores liberaram muitas dessas informações, e é aceitável que eu fale, como alguém que estava lá. Queríamos um governo mais aberto, mais liberdade de informação. O público tem o direito de saber.

E qual a participação do Brasil em todo esse cenário?
Minhas referências, no Ministério da Defesa (do Reino Unido), eram nacionais. No entanto, ficava atento ao que estava acontecendo ao redor do mundo. Estava ciente do caso de Varginha, do incidente de Colares e da Operação Prato. Então sabia que coisas interessantes estavam acontecendo no Brasil. Mas era muito difícil, para nós, considerar contato com o governo brasileiro. Porque nossa posição pública foi sempre de minimizar esse assunto. Contatar a embaixada seria contradizer o que dizíamos ao Parlamento. Olhando para trás, eu desejo que tivéssemos feito contato.

Fonte:  https://gauchazh.clicrbs.com.br/tecnologia/noticia/2019/11/e-apenas-questao-de-tempo-ate-que-consigamos-descobrir-vida-extraterrestre-diz-ufologo-ck37gix10037s01phmth1dmne.html