POR
MARIA
LUCIANA RINCÓN
As histórias sobre supostos encontros com alienígenas e abduções são sempre
interessantes, especialmente por que grande parte delas não tem explicação. Esse
é o caso do intrigante incidente OVNI que ocorreu no Lago Falcon, no Canadá, em
1967, e que até hoje continua sendo tratado como um mistério.
Tudo aconteceu quando o mecânico e geólogo amador Stephen Michalak se
encontrava no Lago Falcon — que fica próximo a Winnipeg, em Manitoba —
procurando por minerais. No início da tarde, Stephen percebeu certa agitação
entre os gansos que estavam por perto e, ao olhar para cima, avistou dois
objetos brilhantes com formato ovalado fazendo uma rápida manobra de descida.
Um dos objetos pousou sobre uma rocha plana cerca de 50 metros de onde
Stephen se encontrava, enquanto que o outro parou sua descida abruptamente,
pairando em posição estacionária próximo dele. Instantes depois, essa segunda
nave partiu rapidamente, mudando do vermelho para o alaranjado e, finalmente
cinza antes de desaparecer. A que pousou também mudou de cor — de vermelho a
cinza, até ficar no tom de metal incandescente.
Aproximação
Curioso, Stephen se aproximou cuidadosamente do objeto pousado e, segundo
relatou, o OVNI se parecia com uma tigela com um domo no topo, e media perto de
12 metros de largura por 4,5 metros de altura. A nave produzia uma espécie de
zumbido e emitia um odor semelhante ao de enxofre, e existiam aberturas através
das quais era possível ouvir vozes abafadas — Stephen conseguiu distinguir pelo
menos duas — que pareciam ser humanas.
Stephen contou que, em um primeiro momento, ele pensou que se tratava de um
objeto de origem terrestre, e tentou se comunicar com os ocupantes da nave em
vários idiomas, perguntando se eles precisavam de ajuda. Mas, ao não obter
nenhuma resposta, ele resolveu dar uma espiadinha, enfiado a cabeça através da
porta para ver se havia alguém no interior. E sabe o que ele viu? Ninguém!
Apenas um emaranhado de luzes.
Nesse momento, alguns painéis deslizaram e bloquearam a porta e, ao tentar se
afastar, Stephen tocou a nave — que, de tão quente, chegou a derreter as luvas
que ele estava usando. De repente, o OVNI levantou voo liberando ar
superaquecido por uma grade que funcionava como sistema de exaustão, queimando o
chapéu de Stephen e fazendo com sua camisa se incendiasse queimasse seu torso.
Além disso, o canadense se lembra de sofrer um forte ataque de náusea.
Pós-contato
Horas mais tarde, quando Stephen foi examinado em um hospital de Winnipeg, os
médicos detectaram níveis de radiação ligeiramente superiores ao normal em seu
corpo, e encontraram queimaduras que formavam um padrão idêntico ao da grade que
o mecânico havia descrito. Curiosamente, investigações conduzidas por civis e
órgãos oficiais não levantaram evidências contundentes de que a história de
Stephen fosse uma armação.
Inclusive, em meados da década de 70, um membro do parlamento canadense fez
uma reclamação formal alegando que o governo se recusava a liberar detalhes
sobre o caso. No entanto, isso não significa que os céticos não tenham
encontrado algumas inconsistências nos relatos de Stephen.
Investigações
Após o incidente, Stephen teria se dirigido ao hotel no qual estava hospedado
e, no caminho, ele encontrou um oficial da Polícia Montada Canadense. Segundo o
policial, o mecânico não permitiu que ele fosse examinado e, apesar de não
emitir odor de álcool, Stephen parecia bastante confuso e incoerente. O mecânico
também recusou ajuda, e disse estar com medo de ter entrado em contato com algum
tipo de radiação e de infectar alguém.

Relatório do oficial da Polícia Montada
Mais tarde, quando já estava no hotel, Stephen sentia tanta dor por conta das
queimaduras, que decidiu pedir ajuda. Após sua passagem pelo hospital, o
mecânico finalmente voltou para casa, mas, estranhamente, ele teria pedido
“carona” para os repórteres de um jornal. O canadense — depois de se recuperar
completamente do encontro com a nave — ainda passou por uma bateria de exames
físicos e psicológicos, mas nenhum problema mental foi detectado.
Além do contato com o jornal, outro fato que levantou suspeitas ocorreu no
início das investigações, quando as autoridades pediram que Stephen as levasse
ao local do incidente e ele foi incapaz de encontrá-lo. Alguns dias depois, o
mecânico teria contatado os investigadores, dizendo que havia retornado no lugar
do encontro e aproveitado para recolher vestígios e amostras do solo — algumas
das quais testaram positivo para radiação.
Teorias

Um dos grupos que retornou ao local do incidente — com Stephen sendo
o quarto da esquerda para a direita
Apesar de não existirem evidências sólidas que provem que o incidente tenha
sido forjado, existem várias teorias sobre o que pode ter acontecido. Há quem
afirme que Stephen provavelmente inventou a história toda depois de beber mais
da conta e sofrer algum acidente bizarro. Além disso, como o mecânico demorou
vários dias para entregar as amostras de solo, ele teria tido tempo suficiente
para contaminá-las de alguma forma.
Com respeito à radiação detectada pelos médicos, uma explicação seria o fato
de os relógios da época receberem uma camada de rádio — elemento radiativo —
para que eles brilhassem um pouco no escuro. Nesse caso, quem garante que a
medição não foi tomada próximo ao pulso do homem? Além disso, o local onde o
incidente aconteceu foi visitado e vasculhado diversas vezes, mas ninguém (além
de Stephen) encontrou nada fora do comum por lá.
E mais: apesar de Stephen garantir que havia coletado uma porção de
vestígios, ele permitiu que os investigadores analisassem apenas uma minúscula
fração deles. Sendo assim, por que um homem que tem acesso a provas consistentes
de que uma nave potencialmente alienígena teria visitado o nosso planeta
esconderia essas evidências? Diga aí, caro leitor, o que você acha?
FONTE(S)
IMAGEN(S)
http://www.megacurioso.com.br/ovnis/71405-conheca-a-intrigante-historia-do-incidente-ovni-no-lago-falcon.htm